Possível desvio em frota municipal leva à abertura de CPI em São Ludgero

Publicado em: 22 de maio de 2026

Possível desvio em frota municipal leva à abertura de CPI em São Ludgero

Vereadores apontam trajetos sem interesse público e ausência de identificação de condutores

A Câmara de São Ludgero deu início aos trâmites para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar o uso irregular de dois veículos oficiais da prefeitura: um Chevrolet Onix e um Fiat Siena. O estopim foi a divergência entre as justificativas apresentadas pelo Executivo e os dados reais de rastreamento por satélite, que indicam rotas sem relação com atividades institucionais. Mesmo com a abertura de uma sindicância interna pelo governo municipal, os vereadores decidiram manter a CPI.

A denúncia foi impulsionada pela vereadora Maria Marlene Schlickmann, que obteve os registros de rastreamento e, em plenário, apontou deslocamentos incompatíveis com agendas oficiais. A futura comissão também vai investigar a concessão de diárias a agentes públicos e a falta de transparência sobre a identidade dos motoristas que estavam ao volante nas datas mapeadas. Parlamentares consideram crítico o controle rigoroso das rotas para fins de empenho e pagamento de valores indenizatórios.

Após reunião com assessoria jurídica nesta quinta-feira (21), os vereadores agendaram novos encontros para finalizar a redação do pedido e recolher assinaturas. O bloco parlamentar sustenta que o Legislativo tem o dever constitucional de realizar uma auditoria independente, mesmo diante da sindicância já instaurada pela própria prefeitura. A expectativa é protocolar formalmente a abertura da CPI nos próximos dias.

Saiba mais:
Especialistas em direito administrativo apontam que a má gestão de frotas públicas é uma das principais fontes de improbidade em pequenos municípios. Levantamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) mostram que, entre 2020 e 2024, mais de 30% das sindicâncias internas em prefeituras resultaram em comprovação de desvios, como uso de veículos para fins particulares e pagamento de diárias sem lastro. Caso a CPI confirme as suspeitas, os envolvidos podem responder por ato de improbidade administrativa, com penas que vão desde ressarcimento ao erário até suspensão de direitos políticos.

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