Publicado em: 9 de novembro de 2025
Fenômeno causou rastro de destruição no Extremo-Oeste catarinense, mas o local mais sagrado do templo foi inexplicavelmente poupado pela força da natureza.
Um ciclone extratropical atingiu com violência o Extremo-Oeste de Santa Catarina, deixando um cenário de devastação no município de Dionísio Cerqueira. Na comunidade de Linha Gleba da União, a Igreja Católica teve parte de sua estrutura destruída. No entanto, o que chamou a atenção e comoveu os moradores foi um detalhe em meio à destruição: o espaço do altar, com as imagens dos santos e a Bíblia, permaneceu completamente intacto, enquanto o restante do telhado foi arrancado pelos ventos.
Ao redor do templo, os estragos são evidentes e mostram a força do fenômeno, que pode ter sido uma microexplosão. Árvores foram arrancadas pela raiz, casas ficaram destelhadas e galhos se espalharam por toda a área. A destruição também atingiu a E.E.B. Jacob Maran, no Distrito de Jorge Lacerda, que foi totalmente destruída. O ginásio de esportes ficou em ruínas, e telhas e galhos bloquearam a saída de professores e alunos, que, segundo a diretora, ficaram bastante assustados com a rapidez do evento.
Saiba mais:
Eventos em que elementos específicos resistem milagrosamente a grandes catástrofes não são inéditos e frequentemente são carregados de significado para as comunidades afetadas. Um dos casos mais emblemáticos ocorreu durante o terremoto e tsunami de 2011 no Japão, onde, em meio à cidade de Minamisanriku, completamente arrasada, um portão de um templo xintoísta, o Torii, permaneceu de pé sozinho no local original. Esse marco tornou-se um símbolo nacional de resiliência e esperança. Fenômenos semelhantes foram registrados após furacões nos EUA, onde cruzes ou altares permaneceram intactos, fortalecendo a fé e servindo como ponto de união para a reconstrução. Esses episódios, para além da explicação física, tornam-se poderosos símbolos de superação.