Idosa é encontrada morta em decomposição dentro de apartamento em Lauro Müller

Publicado em: 9 de março de 2026

Idosa é encontrada morta em decomposição dentro de apartamento em Lauro Müller

Filho solicitou apoio da polícia para acessar imóvel no Centro; vizinhos relataram forte odor no local

Uma mulher de 69 anos foi encontrada morta na manhã de domingo (8) dentro do próprio apartamento, localizado na Rua Doutor Valdir Cotrim, no Centro de Lauro Müller. De acordo com a Polícia Militar, acionada por volta das 9h11, o corpo da vítima estava caído na cozinha e já em avançado estado de decomposição.

O filho da idosa, um homem de 44 anos, solicitou apoio dos agentes para conseguir entrar no imóvel, já que a mãe morava sozinha e não dava notícias. Vizinhos haviam alertado sobre a presença de um odor muito forte e uma grande quantidade de moscas no local, o que levou à necessidade de intervenção do Corpo de Bombeiros para arrombar a porta.

Segundo relato do filho aos policiais, ele acreditava que a mãe estivesse na casa de uma amiga durante aquela semana. Como a idosa não possuía telefone celular, não houve meios de contatá-la para verificar seu paradeiro, o que atrasou a percepção do desaparecimento.

Diante da situação, a guarnição acionou inicialmente o Serviço de Verificação de Óbito (SVO). No entanto, devido ao estado avançado de decomposição do corpo, a Polícia Científica foi chamada para realizar a perícia no local. Após os procedimentos, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Os familiares, devidamente orientados, foram liberados no local.

Saiba mais:
Casos como esse expõem a vulnerabilidade de idosos que vivem sozinhos, uma realidade crescente no Brasil. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas com 60 anos ou mais que moram sozinhas aumentou significativamente na última década. A ausência de contato diário ou de uma rede de apoio próxima pode atrasar o socorro em emergências médicas ou, como neste caso, a localização em situações de óbito. Especialistas recomendam que famílias estabeleçam uma rotina de contato, mesmo que por telefone ou mensagens, e que vizinhos fiquem atentos a sinais como acúmulo de correspondências ou ausência prolongada, acionando as autoridades em caso de suspeita. A dificuldade de acesso ao imóvel e a falta de um celular agravaram a situação, evidenciando a importância de medidas simples de cuidado e monitoramento da população idosa que vive só.

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