Publicado em: 29 de janeiro de 2026
Operação da Polícia Federal desarticula rede de compartilhamento de material criminoso no sul de Santa Catarina
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29/1), uma nova fase da Operação P2J (Pedo to Jail) em Criciúma, no sul de Santa Catarina. Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão que resultaram na prisão em flagrante de um homem suspeito de crimes contra crianças e adolescentes. A operação representa mais um capítulo no combate sistemático da instituição aos delitos de exploração sexual infantil cometidos por meio digital.
As investigações tiveram início a partir de um sistema sofisticado de monitoramento de movimentações de conteúdo ilegal na internet. Por meio dessa tecnologia, os policiais federais conseguiram rastrear e identificar com precisão o local onde o suspeito praticava os crimes. Na residência do homem, a equipe encontrou arquivos digitais contendo cenas de violência e exploração sexual contra crianças, além de apreender mídias de armazenamento e um aparelho celular, que serão submetidos à perícia técnica.
O preso foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal, onde permanece à disposição da Justiça. A Operação P2J demonstra o compromisso das autoridades com o enfrentamento robusto à pedofilia digital, crime que ganhou dimensões alarmantes com a popularização da internet e das redes sociais. A ação reforça ainda a importância da cooperação entre órgãos de segurança e empresas de tecnologia no monitoramento de plataformas digitais.
Saiba mais:
A Operação P2J (Pedo to Jail) foi instituída pela Polícia Federal como uma iniciativa permanente de combate aos crimes de abuso e exploração sexual infantil na internet, sem data definida para encerramento. O Brasil ocupa posição de destaque no cenário internacional quanto ao combate a esse tipo de crime, sendo signatário de convenções da ONU e da OEA que estabelecem obrigações de proteção integral à criança e ao adolescente. De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o país registra milhares de denúncias anuais relacionadas a pornografia infantil, com tendência de crescimento acelerado desde 2020. A legislação brasileira prevê penas severas para esses crimes: o artigo 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece reclusão de quatro a oito anos para quem adquirir, possuir ou armazenar pornografia infantil, podendo a pena ser aumentada em um terço se houver compartilhamento. Além disso, o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) impõe obrigações aos provedores de aplicações na guarda e exclusão de registros que possam subsidiar investigações. A Santa Catarina, estado onde ocorreu a prisão, historicamente mantém índices elevados de elucidação de crimes cibernéticos, contando com delegacias especializadas em repressão a crimes de alta tecnologia.