Publicado em: 23 de maio de 2026
Comunicado oficial acontece na próxima segunda-feira (25). Empresa justifica decisão pela queda nas vendas e por dificuldades do mercado.
A unidade da Dexco em Urussanga, responsável pela tradicional marca Ceusa, encerrará suas atividades, o que resultará na demissão de 159 trabalhadores. A informação foi confirmada ao Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas e Construção Civil pelos representantes da empresa na última sexta-feira (22). Atualmente, a fábrica conta com 213 funcionários, e outros 30 permanecerão temporariamente para atuar na comercialização dos produtos ainda disponíveis na planta. Há ainda a possibilidade de transferência de 24 profissionais para a unidade da Portinari, em Criciúma.
O cenário de incerteza já havia sido antecipado pelas férias coletivas de 60 dias concedidas pela empresa, posteriormente prorrogadas por mais 15 dias. O prolongamento da paralisação foi apontado como reflexo da retração no volume de vendas enfrentada pela Dexco. O Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas chegou a questionar a possibilidade de utilização de banco de horas para compensar o período adicional de afastamento.
O fechamento da unidade de Urussanga ocorre em meio a um período delicado para o setor cerâmico no Sul catarinense. Nos últimos anos, pelo menos quatro unidades entre cerâmicas e colorifícios encerraram atividades na região. As empresas enfrentam o alto custo do gás natural — insumo que representa até 30% do custo de produção — e dificuldades logísticas para escoar a produção, além da distância dos principais mercados consumidores, concentrados no Sudeste.
Saiba mais:
A crise não é de agora. Nos últimos anos, a Dexco já havia demitido cerca de 30 trabalhadores e encerrado uma linha de produção em Urussanga ainda em 2025. Na ocasião, a empresa justificou a medida com um prejuízo recente de R$ 20 milhões nas operações, atribuído à queda no mercado brasileiro de cerâmica. Mais recentemente, em abril de 2026, a fábrica já havia ampliado o período de férias coletivas, o que foi interpretado pelo sindicato como um possível indicativo de fechamento.