Fibromialgia: fevereiro roxo alerta para diagnóstico clínico

Publicado em: 20 de fevereiro de 2026

Fibromialgia: fevereiro roxo alerta para diagnóstico clínico

Campanha nacional destaca importância do acolhimento e tratamento multidisciplinar para doença crônica sem cura

A campanha Fevereiro Roxo reforça, em todo o país, a conscientização sobre doenças crônicas sem cura, mas que podem ser controladas com acompanhamento adequado. Entre elas está a fibromialgia, condição marcada por dor difusa, fadiga persistente e impacto cognitivo e emocional. Ainda cercada de subdiagnóstico e preconceito, a doença exige diagnóstico precoce, suporte contínuo e acolhimento social para garantir qualidade de vida aos pacientes.

Na saúde pública, a fibromialgia impõe desafios por não apresentar marcadores laboratoriais específicos. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado em escuta qualificada, entrevista detalhada e exclusão de outras condições. Estima-se que 2,5% a 5% da população brasileira conviva com a síndrome. Em Criciúma, isso representa cerca de seis mil pessoas. Mulheres são as mais afetadas, na proporção de três para cada homem, devido a fatores como sobrecarga de funções, dupla jornada e questões hormonais.

O tratamento eficiente requer abordagem multidisciplinar, com psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e outros profissionais atuando em rede. Sem esse suporte, a capacidade funcional e social do paciente é comprometida, agravando o sofrimento psíquico. Desde janeiro, a Lei 15.176/2025 reconhece a fibromialgia como condição que pode configurar deficiência, garantindo atendimento pelo SUS e direitos como isenção de impostos e cotas em concursos, mediante avaliação biopsicossocial.

Saiba mais:
A fibromialgia foi oficialmente reconhecida como condição médica pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1992, após décadas de descredito e associação equivocada a distúrbios psiquiátricos. Os critérios diagnósticos, estabelecidos pelo American College of Rheumatology em 1990 e revisados em 2010, incluem dor generalizada por pelo menos três meses e sintomas como fadiga, sono não reparador e alterações cognitivas. Estudos globais indicam prevalência de 2% a 4%, com maior incidência em mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos. No Brasil, a campanha Fevereiro Roxo busca ampliar o debate público e reduzir o estigma, promovendo empatia e informação qualificada. A Lei 15.176/2025 representa um avanço, mas especialistas defendem investimentos em pesquisas sobre os mecanismos da dor e tratamentos inovadores, além da capacitação contínua de profissionais de saúde para o manejo adequado da síndrome. O Ambulatório de Atenção à Pessoa com Fibromialgia (Amasf) da Unesc, em Santa Catarina, é exemplo de iniciativa que integra atendimento humanizado e abordagem multiprofissional, com mais de 10 mil atendimentos desde sua criação.

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