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13 de março de 2025
Publicado em: 2 de fevereiro de 2026
Com origens no século 19, a ferrovia segue sendo vital para a logística e a economia do sul de Santa Catarina, conectando indústrias, portos e gerações.
A Ferrovia Tereza Cristina completou 29 anos de operação ininterrupta neste domingo (1º). Mais do que um marco temporal, a data reforça a importância da malha ferroviária para o futuro econômico da região, sustentando empresas, cidades e famílias que dependem do transporte sobre trilhos.
Sua história remonta ao século 19, quando os primeiros trilhos foram assentados pela companhia inglesa The Donna Theresa Christina Railway Company Limited. Naquela era, a ferrovia foi fundamental para a exploração do carvão e para o povoamento impulsionado pela imigração, tornando-se um dos motores das transformações socioeconômicas do sul catarinense.
O capítulo atual começou em 1997, com a criação da empresa Ferrovia Tereza Cristina S.A., que assumiu a operação da via férrea. Desde então, a FTC mantém sua missão de escoar a produção regional, principalmente carvão, produtos agrícolas e insumos industriais, ligando o interior ao porto de Imbituba.
A ferrovia, com seus 164 km de extensão entre as cidades de Lauro Müller e Imbituba, é uma das poucas no país ainda utilizadas para transporte de carvão mineral, mantendo uma operação estratégica. Batizada em homenagem à imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II, sua construção enfrentou desafios geográficos e financeiros no final do século XIX. Após um período de declínio, a desestatização nos anos 1990 permitiu sua revitalização. Hoje, além do carvão, a FTC movimenta carga geral, celulose e produtos siderúrgicos, sendo peça-chave no modal logístico catarinense e tema constante de discussões sobre expansão e integração com outras redes ferroviárias nacionais.

13 de março de 2025