Com Azul fora da recuperação judicial, negociações para voos comerciais em Forquilhinha são retomadas

Publicado em: 2 de março de 2026

Com Azul fora da recuperação judicial, negociações para voos comerciais em Forquilhinha são retomadas

 

Tratativas com a companhia aérea haviam esfriado durante o processo de reestruturação, mas foram reacendidas após reunião com o presidente da Azul. Prefeitura aposta em rota para Campinas.

A negociação entre a Prefeitura de Forquilhinha e a Azul Linhas Aéreas para a retomada de voos comerciais no Aeroporto Diomício Freitas ganhou um novo fôlego. O principal entrave para o avanço do projeto, a recuperação judicial da companhia, foi encerrado na última semana após cerca de nove meses, permitindo que a empresa retome seus planos de expansão.

Segundo o diretor de Relações Institucionais do aeroporto, Luiz Carlos Machado, as conversas nunca foram totalmente interrompidas, mas ficaram congeladas devido à necessidade de a Azul cortar rotas deficitárias e se reestruturar internamente. A expectativa, agora, é que as tratativas avancem para a direção da empresa após uma videoconferência otimista entre Machado e o CEO da Azul, John Rodgerson, na última semana.

A operação projetada prevê a utilização de aeronaves ATR 72, com capacidade para 72 passageiros, em uma rota estratégica para o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). A conexão com o hub da Azul em Viracopos é vista como fundamental para viabilizar a ligação de Forquilhinha com diversos destinos nacionais e internacionais. A estimativa da administração municipal é que o terminal possa receber mais de 50 mil passageiros por ano, resgatando a pujança do passado, quando chegou a operar três voos diários para a capital paulista com aeronaves Fokker 100.

Para receber os voos, o Aeroporto Diomício Freitas passou por uma série de melhorias. O governo do Estado investiu cerca de R$ 20 milhões na recuperação da pista de pouso e decolagem, pátios e vias de acesso. Além disso, foi adquirido um moderno equipamento de auxílio visual para pouso, o Indicador de Trajetória de Aproximação de Precisão (Papi), que reduz restrições operacionais em condições de baixa visibilidade, como nevoeiros comuns na região. O terminal de passageiros, que futuramente passará por uma revitalização com temática da arquitetura alemã, já está apto para operar, necessitando apenas da instalação de um detector de raio-x.

Saiba mais:
O Aeroporto Diomício Freitas, localizado em Forquilhinha, no Sul catarinense, possui uma pista asfaltada com 1.580 metros de comprimento. Sua história na aviação comercial é marcada por períodos de pujança e interlúgios. Na década de 1990, o terminal chegou a operar com voos regulares da extinta empresa Rio-Sul, conectando a região a centros como Florianópolis e São Paulo. Mais recentemente, entre 2009 e 2016, a passagem da TRIP Linhas Aéreas (posteriormente incorporada pela Azul) manteve a ligação da região com a capital paulista, período que gerou a memória dos Fokker 100 citada na reportagem. O atual esforço de modernização e retomada das operações insere-se num contexto mais amplo de desenvolvimento do Aeroporto de Jaguaruna, que também recebeu investimentos estaduais e federais para se consolidar como alternativa aeroportuária para o Sul do estado. A possível rota para Campinas, hub da Azul, é considerada crucial por especialistas em aviação regional, pois permite que cidades de médio porte se conectem a uma malha aérea nacional e internacional de forma eficiente, impulsionando o turismo de negócios e a logística regional. A decisão final, no entanto, dependerá de estudos de viabilidade econômica por parte da companhia aérea e do modelo de concessão que será firmado com o município.

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