Cadela Pretinha, companheira do cão Orelha, morre após luta contra doença grave em Florianópolis

Publicado em: 10 de fevereiro de 2026

Cadela Pretinha, companheira do cão Orelha, morre após luta contra doença grave em Florianópolis

A cadela Pretinha morreu na noite desta segunda-feira (9), em Florianópolis. Conhecida por ser a fiel companheira do cão comunitário Orelha, ela estava em tratamento veterinário contra a dirofilariose, uma doença parasitária severa e potencialmente fatal.

Desde a morte de Orelha, ocorrida em janeiro deste ano, Pretinha vinha recebendo acompanhamento veterinário. Ela foi adotada pelo empresário paulista Bruno Ducatti, que confirmou o falecimento do animal por meio de uma nota publicada nas redes sociais.

Ao comentar sobre a história de Pretinha e Orelha, Bruno destacou que o legado deixado pelos cães comunitários ultrapassou os limites da Praia Brava. “As trajetórias deles mostram o impacto do cuidado coletivo”, afirmou. Ele também ressaltou que a real gravidade do estado de saúde de Pretinha só foi identificada após ela ser retirada das ruas. “Era um quadro silencioso, avançado e cruel, como o de tantos animais invisíveis neste país”, lamentou.

Segundo as veterinárias responsáveis, o estado de saúde da cadela era extremamente delicado. Pretinha enfrentava uma insuficiência renal grave, o que exigiu sessões de hemodiálise, internações prolongadas, exames complexos, uso contínuo de medicamentos e acompanhamento intensivo.

Após a grande repercussão do caso de Orelha, Pretinha — que já contava com atendimento veterinário garantido pela Petlove — também foi adotada por Bruno Ducatti. Na ocasião, ele relatou que ainda não havia conhecido Pretinha pessoalmente, mas que todos os esforços estavam concentrados na recuperação da função renal do animal. “Soube que moradores estavam vendendo canecas para custear o tratamento e disse: ‘deixa comigo, eu assumo’”, contou.

Companheirismo até o fim

A moradora Carolina Bechelli Zylan, que cuidava de Orelha e Pretinha na Praia Brava, relembrou a forte ligação entre os dois cães. “O Orelha era um cachorro alfa e caminhava à frente para proteger a Pretinha. Costumo dizer que a morte dele acabou salvando ela, pois fez com que fosse recolhida e que descobríssemos esse problema de saúde”, afirmou.

Segundo Carolina, os dois eram inseparáveis, e Pretinha já demonstrava sinais de dor nos últimos tempos, além de sofrer com a perda da liberdade e do companheiro.

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