Publicado em: 11 de maio de 2026
Felino silvestre foi capturado depois de ataques a galinhas e devolvido à natureza com apoio da Polícia Militar Ambiental e do Ceptas
Um gato-maracajá (Leopardus wiedii) foi resgatado em Orleans (SC) após ser capturado em uma armadilha montada por um morador da zona rural. O homem instalou o equipamento depois de perceber ataques frequentes às galinhas sem saber qual animal estava causando os prejuízos e acionou a Polícia Militar Ambiental ao identificar o felino.
O Centro de Pesquisa e Triagem de Animais Selvagens (Ceptas/Unisul) foi acionado para o manejo do animal, que contou com apoio de um médico veterinário anestesista. Após passar por avaliação e cuidados, o gato-maracajá (um jovem adulto macho) foi devolvido ao habitat natural em segurança.
A espécie é considerada fundamental para o equilíbrio ecológico, atuando no controle populacional de pequenos vertebrados e contribuindo para a preservação dos ecossistemas. A presença do felino nas matas da região também é vista como um indicativo da riqueza ambiental local, e os órgãos envolvidos destacaram a atitude consciente do morador ao acionar as autoridades.
Saiba mais:
O gato-maracajá é classificado como vulnerável no Brasil e quase ameaçado globalmente pela IUCN, com população em declínio devido à perda de habitat e à caça por retaliação contra ataques a animais domésticos. O felino, que chega a pesar até 4,9 kg, tem hábitos noturnos e solitários e é especialista em vida arbórea, com patas traseiras capazes de girar 180 graus para descer de árvores de cabeça para baixo como um esquilo. Sua dieta inclui pequenos roedores, aves e até saguis. Apenas a Mata Atlântica e a Amazônia abrigam entre 4,7 mil e 20 mil indivíduos da espécie no país, o que torna cada caso de resgate bem-sucedido um importante passo para sua conservação.