Museu da Baleia de Imbituba ganha destaque estadual

Publicado em: 12 de abril de 2026

Museu da Baleia de Imbituba ganha destaque estadual

Espaço dedicado à memória baleeira é reconhecido em informativo do governo de Santa Catarina

O Museu da Baleia, em Imbituba, foi evidenciado na edição nº 201 do Informativo do Sistema Estadual de Museus de Santa Catarina. A publicação reúne iniciativas, projetos e instituições que se destacam no cenário museológico do estado.

Produzido de forma periódica, o informativo apresenta ações relevantes voltadas à preservação do patrimônio cultural, além de divulgar o trabalho desenvolvido por museus catarinenses. O reconhecimento dado ao museu ressalta o papel do espaço na preservação da história ligada à atividade baleeira na região. A menção também reforça a importância da instituição na valorização da identidade local.

Entre as iniciativas desenvolvidas, estão atividades educativas, ações de conservação do acervo e projetos que ampliam o acesso ao conhecimento sobre essa tradição histórica. O secretário municipal de Turismo, Cultura e Inovação, Jackson José Loro, destacou que a inclusão do museu no informativo evidencia o trabalho contínuo realizado no município. “Esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo, preservando a nossa história e valorizando a cultura local com responsabilidade”, afirmou. Segundo ele, as ações promovidas contribuem para fortalecer a memória histórica e ampliar o entendimento da população sobre a atividade baleeira. “É um trabalho que envolve pesquisa, conservação e educação, aproximando a comunidade dessa parte tão importante da nossa identidade”, completou.

Saiba mais:
Inaugurado em setembro de 2003, o Museu da Baleia está instalado no histórico Barracão Manuel Rosa, na Praia do Porto, e é fruto de uma parceria entre o Projeto Baleia Franca, a Prefeitura de Imbituba, empresários e a Petrobras. O espaço ocupa o local onde funcionou a última estação baleeira do Sul do Brasil, cujas raízes remontam ao século XVIII, quando a Coroa portuguesa estabeleceu na região a Armação Baleeira de Imbituba, em 1796. Durante séculos, a caça à baleia-franca-austral foi uma das principais atividades econômicas de Santa Catarina, fornecendo óleo para iluminação e lubrificação, além de barbatanas utilizadas na fabricação de espartilhos. A exploração predatória, no entanto, levou a espécie à beira da extinção, e a última baleia-franca foi capturada no litoral catarinense em 1973.

Hoje, o museu é tombado como Patrimônio Histórico Municipal e é o único da América do Sul a documentar a matança de baleias por frotas estrangeiras nos séculos XVIII e XIX. Seu acervo inclui cerca de dez esqueletos de animais marinhos, com destaque para o esqueleto de uma baleia-franca adulta de 14 metros – considerado o único em exposição no litoral brasileiro – e uma réplica em tamanho natural de um filhote da espécie. A instituição também desempenha um papel fundamental na educação ambiental, contribuindo para os esforços de conservação da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, criada para proteger o principal berçário da espécie no Brasil.

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