Série da TV Brasil destaca Anita Garibaldi e outras mulheres que desafiaram seu tempo

Publicado em: 22 de março de 2026

Série da TV Brasil destaca Anita Garibaldi e outras mulheres que desafiaram seu tempo

Produção independente resgata trajetórias de Maria Quitéria, Chiquinha Gonzaga, Nair de Teffé e a marquesa de Santos em cinco episódios.

A TV Brasil estreou na noite de sexta-feira, 20, a série independente “Cinco mulheres”, que recupera a trajetória de figuras femininas marcantes para a história do país. O primeiro episódio foi dedicado a Ana Maria de Jesus Ribeiro, a lagunense Anita Garibaldi, cuja atuação na Revolução Farroupilha e ao lado de Giuseppe Garibaldi a consagrou como uma das heroínas mais emblemáticas do século XIX.

Dirigida pelo jornalista Paulo Markun, autor de um livro sobre Anita lançado em 1999, a produção já havia sido exibida no início do mês pela TV Cultura de São Paulo. Cada um dos cinco episódios tem cerca de 26 minutos e combina narrativa documental com encenações dramáticas para reconstituir a vida das biografadas.

Além de Anita, interpretada por Lucienne Guedes, a série aborda a trajetória de Nair de Teffé, primeira cartunista mulher do Brasil; a compositora e ativista Chiquinha Gonzaga; a heroína da Independência na Bahia, Maria Quitéria; e Domitila de Castro, a marquesa de Santos. As exibições ocorrem às sextas-feiras, às 23h, com reprises aos sábados, às 2h.

Saiba mais:
Anita Garibaldi (1821-1849) é frequentemente chamada de “heroína dos dois mundos” devido ao seu protagonismo tanto na Revolução Farroupilha quanto na unificação da Itália ao lado do marido. A série “Cinco mulheres” insere-se em um esforço recente da historiografia de revisitar biografias femininas que foram ofuscadas pela narrativa tradicional centrada em figuras masculinas. Chiquinha Gonzaga (1847-1935), por sua vez, foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil e autora da marchinha “Ó Abre Alas”, marco do carnaval carioca. Nair de Teffé (1886-1981) também se destacou como caricaturista em um período em que o espaço para mulheres na imprensa era quase inexistente. A escolha da TV Brasil para reexibir a série reforça o papel das emissoras públicas na difusão de conteúdo de caráter histórico e cultural, ampliando o alcance de produções independentes que, muitas vezes, não integram a grade comercial.

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