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7 de janeiro de 2026
Publicado em: 28 de dezembro de 2025
Comportamento da mãe, que carregou o corpo por horas, é fenômeno raro descrito pela ciência.
Um filhote de boto-pescador (Tursiops truncatus gephyreus) foi encontrado morto nas proximidades dos Molhes da Barra, no sábado (27). O animal foi avistado boiando no canal e só pôde ser retirado para análise após encalhar, pois uma fêmea, supostamente sua mãe, permanecia ao lado carregando o corpo.
Segundo o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BS), esse comportamento é conhecido como epimelético. Trata-se de um raro fenômeno de cuidado pós-morte, em que a mãe ou outro indivíduo do grupo transporta o filhote morto por horas ou até dias, uma resposta comportamental associada à perda.
A causa exata da morte não pôde ser determinada devido ao avançado estado de decomposição do filhote. Durante o exame, não foi encontrado alimento em seu sistema digestivo, e não havia sinais de afogamento. A principal hipótese é que o animal tenha morrido por hipoglicemia, mas amostras foram coletadas para tentar confirmar o diagnóstico.
Saiba mais:
O boto-pescador (Tursiops truncatus gephyreus) é uma subespécie costeira geneticamente distinta dos golfinhos-nariz-de-garrafa oceânicos, habitando águas do sul do Brasil até a Argentina. Sua população, estimada em apenas alguns milhares de indivíduos, enfrenta ameaças como a captura acidental em redes de pesca, poluição e degradação do habitat. Projetos de monitoramento, como o PMP-BS, são essenciais para entender os impactos das atividades humanas e das mudanças ambientais sobre esses mamíferos marinhos, fornecendo dados cruciais para políticas de conservação.

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