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Publicado em: 5 de setembro de 2025
Animal, também conhecido como onça-parda, não representa perigo para humanos, mas exige cuidados para evitar conflitos com animais domésticos.
Um leão-baio foi registrado em propriedades rurais nas comunidades de Rio Caeté, em Urussanga, e Rio Perso, em Cocal do Sul. As imagens, compartilhadas em redes sociais, geraram comoção e alerta entre moradores. A espécie, considerada o segundo maior felino das Américas, não tem histórico de ataques a humanos na região. “Ele é furtivo e tem medo de nós”, explica a bióloga Micheli Ribeiro Luiz, coordenadora do Instituto Felinos do Aguai.
A aparição reflete a perda de habitats naturais devido ao avanço urbano e agrícola, que força esses predadores a se deslocarem para áreas próximas a comunidades. No Brasil, estima-se que existam apenas 4 mil indivíduos da espécie, que depende de corredores ecológicos para sobreviver. Em Santa Catarina, o leão-baio é encontrado principalmente na Serra do Mar, Serra Geral e Planalto Serrano, onde exerce um papel crucial no equilíbrio ambiental, controlando populações de herbívoros como capivaras e veados.
Para evitar conflitos, recomenda-se recolher animais domésticos ao entardecer, instalar cercas elétricas e evitar a aproximação de rebanhos de áreas florestais. Em caso de encontro, é importante não correr, não olhar nos olhos do animal e levantar os braços para parecer maior. “A tendência é que ele fuja naturalmente”, orienta a bióloga Micheli Ribeiro Luiz. A conscientização e a coexistência harmoniosa são essenciais para preservar uma espécie ameaçada, porém vital para a saúde dos ecossistemas locais.
💡 Este conteúdo foi elaborado com base em entrevistas e dados de institutos de conservação. Matéria original na rádio Marconi. Compartilhe informações responsáveis para proteger nossa fauna!

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