Publicado em: 21 de dezembro de 2025
A diabetic patient using insulin pen for making an insulin injection at home. Young woman control diabetes. Diabetic lifestyleProdutos manipulados ou de origem duvidosa, vendidos sem receita, oferecem graves riscos à saúde e configuram crime.
A busca por soluções rápidas para a perda de peso impulsionou a popularidade das chamadas canetas emagrecedoras, como Ozempic e Mounjaro, frequentemente promovidas por influenciadores. No entanto, a procura desenfreada, muitas vezes sem acompanhamento médico, criou um mercado perigoso de produtos falsificados.
Diante desse cenário, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre os riscos graves à saúde representados pela compra e consumo desses medicamentos de origem desconhecida. A venda ilegal configura crime hediondo no país, conforme destacado pela agência.
A farmacêutica Natally Rosa reforça que o uso de versões manipuladas ou falsas é extremamente perigoso, podendo causar desde a ineficácia do tratamento até contaminação e danos severos. Ela orienta os consumidores a verificarem itens como a legibilidade da bula, a presença de lote e validade, e desconfiarem de preços muito abaixo do mercado. É obrigatória a apresentação e retenção da receita médica para a venda desses produtos.
Saiba mais:
Os princípios ativos semaglutida (Ozempic) e tirzepatida (Mounjaro) foram originalmente desenvolvidos e aprovados para o tratamento do diabetes tipo 2, tendo a perda de peso como um efeito colateral observado. O uso “off-label” para emagrecimento explodiu globalmente a partir de 2021, gerando uma crise de desabastecimento para pacientes diabéticos. O fenômeno não é exclusivo do Brasil; a FDA, agência reguladora dos EUA, e a Interpol já realizaram operações internacionais para apreensão de lotes falsificados, que podem conter desde insulina comum até substâncias tóxicas, sem qualquer controle de dosagem ou esterilização.

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