Publicado em: 19 de maio de 2026
MPSC cumpre seis mandados de prisão e 37 buscas em Santa Catarina e Mato Grosso; ainda não foi confirmado qual dos dois chefes do Executivo foi detido


A Operação Regalo, deflagrada na manhã desta terça-feira (19), investiga um esquema de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro em Balneário Piçarras e São João Batista. Seis mandados de prisão preventiva e 37 de busca e apreensão foram cumpridos em cidades como Timbó, Itajaí e Colíder (MT). Um dos prefeitos das duas cidades foi preso, mas o MPSC ainda não confirmou oficialmente se trata de Tiago Baltt (MDB) ou Juliano Peixer (União Brasil).
De acordo com as investigações, iniciadas em 2024, os alvos atuavam de forma estruturada, com divisão de tarefas entre núcleos empresarial e político-administrativo. Em Balneário Piçarras, o pagamento de propina equivalia a 3% do valor de cada contrato público, com vantagens indevidas estimadas em cerca de R$ 485.912,08. Em São João Batista, o percentual variava conforme o contrato. A Justiça determinou o sequestro dos valores pagos a título de propina, que deverão ser restituídos aos cofres públicos.
Além do prefeito preso, empresários suspeitos de integrar o esquema também foram alvo de prisão preventiva, enquanto servidores, ex-servidores e agentes políticos receberam medidas de busca e apreensão. A operação contou com apoio da Polícia Científica de Santa Catarina e dos GAECOs do Distrito Federal e do Mato Grosso. Os materiais apreendidos serão analisados para aprofundar a apuração de uma possível rede criminosa mais ampla.
Saiba mais:
As investigações tramitam em sigilo e seguem em andamento. O esquema mirava contratos de urbanização da Orla Norte de Balneário Piçarras e outras obras nos dois municípios. Caso as denúncias sejam confirmadas, os envolvidos podem responder por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude licitatória, penas que, somadas, podem ultrapassar 20 anos de reclusão. O MPSC ainda pode pedir o afastamento dos prefeitos de seus cargos.