
Justiça proíbe ligação elétrica em área de preservação permanente de Jaguaruna
22 de janeiro de 2025
Publicado em: 24 de março de 2026
Catedral Diocesana, ponto mais alto da cidade que serviu como abrigo durante a tragédia, promove gesto de memória e gratidão nesta terça-feira (24)
Nesta terça-feira (24), Tubarão recorda os 52 anos da enchente de 1974, uma das maiores tragédias de sua história. Como gesto de memória, gratidão e reflexão, a Catedral Diocesana de Tubarão promoveu o repicar dos sinos por cinco minutos, em dois horários: às 9h e às 15h.
Durante a grande enchente, a Catedral, situada no ponto mais alto da cidade, tornou-se um dos principais espaços de abrigo e acolhida. O morro e a praça ao seu redor transformaram-se em refúgio para grande parte da população que buscava proteção diante da força das águas.
Ao lado da Catedral, a Torre da Gratidão, inaugurada em 1983, permanece como um dos principais marcos da memória coletiva da cidade. O monumento foi idealizado a partir da obra do artista tubaronense Willy Zumblick, cuja produção retratou a história e a identidade local, simbolizando o reconhecimento pela solidariedade que chegou de diversas regiões do Brasil e do exterior, permitindo a reconstrução da cidade.
Saiba mais:
A enchente de março de 1974 foi um marco na história de Tubarão, causada pelo transbordamento do Rio Tubarão após dias de chuva intensa na região sul de Santa Catarina. O desastre atingiu cerca de 80% da área urbana, resultou em mais de uma centena de mortos e deixou milhares de desabrigados. A resposta à tragédia mobilizou uma grande corrente de solidariedade nacional, com doações de todo o país, e também internacional, que foram fundamentais para a reconstrução da infraestrutura local. A Catedral Diocesana, por sua posição elevada, foi um dos principais pontos de apoio, servindo não apenas como abrigo, mas também como centro de triagem e distribuição de mantimentos. O evento é lembrado até hoje como um divisor de águas na urbanização da cidade, que desde então buscou implementar sistemas de alerta e obras de contenção para mitigar os efeitos de futuras cheias, embora o pároco Eduardo Rocha tenha reforçado que a vulnerabilidade aos fenômenos naturais ainda exige atenção e compromisso coletivo.

22 de janeiro de 2025

8 de novembro de 2025