Publicado em: 23 de março de 2026
Presidente americano condiciona trégua temporária ao andamento de negociações entre os dois países
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na manhã desta segunda-feira (23) a suspensão temporária de ataques militares contra instalações e usinas de energia do Irã. A decisão vale por cinco dias e ocorre enquanto representantes dos dois países dão continuidade a conversas que, segundo o mandatário americano, têm sido “muito boas e produtivas”.
Em comunicado, Trump afirmou que o teor das discussões levou o Departamento de Guerra a adiar as ofensivas contra a infraestrutura energética iraniana. “Determinei que o Departamento de Guerra adie quaisquer ataques contra usinas e infraestrutura energética iraniana por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento”, declarou.
O conflito entre as duas nações completou mais de 20 dias e teve início no fim de fevereiro, após ataques a instalações nucleares do Irã. A escalada incluiu retaliações com mísseis e bombardeios em diferentes pontos do Oriente Médio, elevando a insegurança em países como Líbano, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, além de provocar o fechamento de espaços aéreos e alterações em rotas internacionais.
O impacto econômico do confronto já é sentido no Brasil, especialmente no preço dos combustíveis. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que o diesel subiu 12,8% no país desde o início das hostilidades. Em Santa Catarina, a alta chegou a quase 10%, reflexo do fechamento praticamente total do Estreito de Ormuz, por onde escoam cerca de 20% da produção mundial de petróleo.
Saiba mais:
A pausa anunciada por Trump representa o primeiro movimento concreto de desescalada desde o início dos ataques em fevereiro. As negociações ocorrem em meio a pressões internacionais para a reabertura do Estreito de Ormuz, vital para a cadeia global de energia. Analistas apontam que o intervalo de cinco dias pode servir como um termômetro para avanços diplomáticos mais amplos, enquanto os EUA buscam garantir a segurança de aliados regionais e o Irã tenta aliviar sanções econômicas que afetam sua infraestrutura energética.