Terapia experimental pode ajudar na recuperação de jovem com lesão na medula

Publicado em: 13 de abril de 2026

Terapia experimental pode ajudar na recuperação de jovem com lesão na medula

Paciente de 23 anos é um dos primeiros da região a receber polilaminina, substância ainda em estudo, por uso compassivo

Kauã Lori Toledo de Aguiar, de 23 anos, recebeu no dia 10 a aplicação da polilaminina, substância ainda em fase experimental, no Hospital Dom Joaquim, em Sombrio (SC). O jovem ficou paraplégico após um acidente de moto em Imbituba, em 25 de novembro de 2025, quando foi arremessado contra um poste após uma conversão irregular de outro veículo.

Diagnosticado com lesão medular completa — condição que reduz drasticamente as chances de recuperação dos movimentos —, ele passou por cirurgia para estabilização da coluna, mas os tratamentos convencionais se mostraram limitados. A família então buscou a polilaminina, obtendo autorização para uso compassivo, modalidade que permite o acesso a terapias experimentais em casos específicos.

A aplicação foi feita em dose única, diretamente na região da lesão. Agora, Kauã será acompanhado por uma equipe médica, que avaliará a evolução do quadro clínico nos próximos meses. Familiares, amigos e a comunidade local acompanham o caso com expectativa sobre os possíveis resultados do tratamento.

Saiba mais:
A polilaminina é uma proteína sintética desenvolvida por pesquisadores brasileiros, inspirada na laminina — molécula fundamental para a formação do sistema nervoso durante o período embrionário. Em laboratório, ela funciona como um “andaime biológico” que estimula a regeneração de axônios, as extensões dos neurônios rompidas em traumas na medula espinhal. Testes prévios em cães com lesão medular apresentaram resultados promissores, com parte dos animais recuperando movimentos. Em humanos, a substância ainda está em fase experimental, sem registro na Anvisa. O uso compassivo, como no caso de Kauã, é permitido excepcionalmente para pacientes sem alternativas terapêuticas comprovadas, mediante autorização do órgão regulador. Especialistas, no entanto, recomendam cautela: os benefícios reais da polilaminina ainda não foram confirmados por estudos clínicos controlados de larga escala. Os primeiros resultados de ensaios mais robustos devem ser divulgados nos próximos anos, o que poderá indicar se a terapia realmente representa um avanço na recuperação de lesões medulares completas.

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