Publicado em: 31 de março de 2026
Data marca a liberação da colheita e venda, essencial para a preservação da araucária
A partir desta quarta-feira, 1º de abril, está liberada a comercialização do pinhão em Santa Catarina. A abertura oficial da temporada marca o período permitido para a colheita e venda da semente, que é um dos símbolos mais representativos da cultura e da identidade do estado, especialmente nas regiões de clima mais frio.
Mais do que um alimento típico, o pinhão carrega um forte valor cultural e afetivo para os catarinenses. Consumido cozido ou assado, ele é presença garantida em reuniões de família durante o outono e o inverno, além de ser ingrediente principal em diversas receitas que perpetuam tradições passadas entre gerações.
A liberação segue regras ambientais rigorosas, estabelecidas para garantir a preservação da araucária, árvore nativa da qual o pinhão é o fruto. A colheita fora do período autorizado compromete a reprodução da espécie e o equilíbrio ecológico, por isso a data é essencial para conciliar o uso econômico com a manutenção da floresta.
Saiba mais:
A araucária (Araucaria angustifolia) é uma espécie considerada criticamente em perigo de extinção pelo Ministério do Meio Ambiente, restando apenas cerca de 3% da formação original da floresta com araucárias no Brasil. A regulamentação da colheita do pinhão, que ocorre oficialmente entre abril e junho, é uma das principais estratégias para evitar a coleta predatória e permitir que parte das sementes germine, garantindo a renovação natural da espécie. Além de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul também adotam calendários semelhantes. Historicamente, o pinhão foi um alimento base para populações indígenas e tropeiros, e hoje movimenta a economia de diversas comunidades do interior, sendo fundamental para a renda de pequenos agricultores e catadores.