
Adolescente será primeira mulher a disputar desafio de drift na Serra do Rio do Rastro
18 de novembro de 2025
Publicado em: 8 de maio de 2026
Servidores temporários da educação são desligados após Justiça declarar paralisação ilegal; líder sindical citou secretário em discurso
Em meio à greve dos servidores municipais de Florianópolis, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Sintrasem) teve uma fala de seu líder interpretada pela administração como ameaça ao secretário municipal de Educação. Durante protesto contra as primeiras exonerações, o sindicalista afirmou que a atitude do secretário “é um sinal concreto de que ele quer realmente um banho de sangue descontrolado” e disse temer pela segurança da autoridade caso ele “pise nessa cidade com centenas de trabalhadores demitidos”. A Prefeitura registrou boletim de ocorrência contra membros da entidade.
O movimento paredista foi iniciado em 23 de abril após os servidores rejeitarem a proposta do município na data-base. Em 30 de abril, o desembargador João Henrique Blasi declarou a paralisação ilegal, sob a alegação de que o sindicato não garantiu a manutenção dos serviços essenciais. Como a Justiça considerou a ausência dos trabalhadores injustificada, a Prefeitura desligou 190 profissionais admitidos em caráter temporário (ACTs), categoria que, por não ter estabilidade, teve os contratos encerrados com base em portaria que prevê demissão por faltas consecutivas sem justificativa.
A administração municipal informou que a medida visa encerrar a greve e manter os serviços públicos funcionando, e que respeita o direito constitucional de greve, mas não tolerará ameaças ou violências. O Sintrasem ainda não se manifestou oficialmente sobre o boletim de ocorrência, mas afirmou que sua assessoria jurídica toma todas as medidas cabíveis contra as demissões, que considera “arbitrárias e ilegais”.
Saiba mais:
A decisão do TJSC que declarou a greve ilegal levou em conta o histórico da entidade, que soma 12 movimentos paredistas nos últimos nove anos. O impacto nos serviços essenciais foi imediato: escolas e postos de saúde chegaram a fechar, afetando diretamente a população. O impasse envolve ainda questões salariais: a Prefeitura afirma ter concedido a recomposição da inflação e que já paga aos enfermeiros cerca de R$ 10 mil, valor acima do piso nacional de R$ 4.750. O prefeito Topázio Neto condiciona a retomada do diálogo ao fim imediato da paralisação.

18 de novembro de 2025