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Seminário reuniu trabalhos sobre horta e compostagem nas escolas

Cerca de 500 trabalhos de educação ambiental foram inscritos para serem compartilhados no Seminário “Como implementar horta e compostagem em ambientes escolares”, promovido nesta segunda-feira (25) pelo Parlamento, no Auditório Antonieta de Barros. O evento reuniu a comunidade escolar, representantes de ONGs, sindicatos locais, profissionais da gestão de resíduos municipais, movimentos e grupos lixo zero, profissionais da agroecologia e compostagem, gestores públicos e técnicos da área, servidores públicos, ambientalistas e público em geral.

Para o presidente da Comissão de Turismo e Meio Ambiente, deputado Marquito (Psol), proponente da iniciativa, é um momento de reflexão, para compartilhar experiências, informações e futuramente desenvolver políticas públicas para a implantação efetiva dessas experiências na rede escolar do Estado. “Tivemos 500 trabalhos de educação ambiental inscritos, a maioria da nossa Capital. Por isso, precisamos de políticas e investimentos públicos para realmente transformar essas experiências em práticas e modelos pedagógicos”, observa o parlamentar. “Hoje, o Parlamento está acolhendo a comunidade escolar e refletindo o direcionamento dessas práticas”, pontua.

Inspirar e multiplicar
Engenheiro agrônomo do Centro de Estudos e Promoção da Agricultura (Cepagro), Júlio Maestri, que foi um dos palestrantes do evento, falou a respeito da sensibilização e do envolvimento dos estudantes com o cultivo da horta pedagógica. “A ideia é demonstrar que dentro das unidades educativas do Estado é possível promover várias experiências com as crianças e jovens para que elas vivenciem esse processo de transformação: das cascas virarem adubo, das hortas, para contribuir com o seu aprendizado. Afinal, o mundo está precisando desse envolvimento com a terra e de soluções coletivas”, avaliou.

Ele destaca que a rede de ensino municipal de Florianópolis é uma referência no tema da horta pedagógica com histórico de ações em alimentação escolar. “Mas sabemos que no estado há muitas ações individuais, capitaneadas pelas professoras. Mas a maioria das unidades escolares sabem da importância de unir a teoria com a prática e a horta proporciona essa relação dos saberes, dessa integração”, avaliou, destacando que a ideia é sempre fortalecer para que essa prática esteja incluída no seu planejamento pedagógico. Para ele, esse evento busca inspirar essa temática dentro das redes de educação.

Com mais de 17 anos de magistério, a professora Daniela Lemos, da Escola de Ensino Básico Aldo Câmara da Silva, de São José, avalia que o seminário é importante para dar suporte e visibilidade para essas experiências. “Que esse evento multiplique as experiências, sensibilizando e incentivando a comunidade escolar quanto à relevância e às técnicas de implementação de hortas e compostagem em ambientes educacionais”, avaliou.

Ainda, pela manhã, aconteceu a mesa redonda sobre o tema “ Educando com a Horta, Pedagogia da Autonomia e Escolas Lixo Zero”, com o mediador Arthur Rancatti e os ministrantes Júlio César Maestri, Fabiana Mina e Arthur Otavio Rancatti.