Publicado em: 20 de fevereiro de 2026
Entre janeiro e 19 de fevereiro, Santa Catarina notificou seis casos suspeitos de mpox, enfermidade anteriormente chamada de varíola do macaco. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive).
Até o momento, uma das ocorrências foi descartada. As demais permanecem sob investigação e aguardam definição no sistema oficial de monitoramento.
Os registros foram feitos nos municípios de Biguaçu, Florianópolis (dois casos), Santo Amaro da Imperatriz e Palhoça (dois casos). O estado segue com vigilância ativa e mantém um Plano de Contingência para resposta à doença.
Conforme a Dive, a situação em Santa Catarina é considerada estável. Ainda assim, as autoridades acompanham com atenção a possibilidade de casos importados e eventuais mudanças no perfil epidemiológico. A mpox integra a Lista Nacional de Notificação Compulsória, o que determina que toda suspeita seja comunicada imediatamente para investigação e rastreamento de contatos, a fim de interromper possíveis cadeias de transmissão.
Como acontece a transmissão
A principal forma de contágio ocorre por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados, como roupas e lençóis.
Também pode haver transmissão por contato físico próximo e prolongado entre pessoas. A disseminação por gotículas respiratórias é menos comum. O risco de transmissão termina quando as lesões cicatrizam completamente e as crostas desaparecem.
Sintomas mais frequentes
O período de incubação varia de cinco a 21 dias, com média de seis a 13 dias.
Entre os sinais iniciais estão febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, fadiga e aumento dos gânglios linfáticos. Posteriormente, surgem lesões na pele que costumam começar no rosto e podem se espalhar para outras regiões do corpo, como mãos, pés, área genital e mucosas.
A recomendação é que qualquer pessoa com sintomas compatíveis procure atendimento médico para avaliação e orientações adequadas.