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4 de janeiro de 2026
Publicado em: 8 de janeiro de 2026
Produtora relata impacto do frio na produtividade, mas destaca frutas doces, grandes e de boa aceitação no mercado.
A colheita da melancia na Região Carbonífera está em sua fase final, mantendo a expectativa de boa produção e qualidade dos frutos, mesmo após um ciclo marcado por temperaturas baixas. A produtora Maria Bitencourt confirma que o calendário segue normal, com a colheita concentrada em janeiro, mas ressalta que o clima frio de setembro foi um desafio significativo para o desenvolvimento da cultura, que necessita de calor.
O período de plantio, que geralmente ocorre em um setembro mais quente, foi prejudicado pelas baixas temperaturas prolongadas em 2025, refletindo em uma ligeira queda na produtividade por hectare. A produtora explica que, apesar de o manejo ser semelhante ao de anos anteriores, a safra ainda depende muito das condições climáticas, que foram desfavoráveis no início do ciclo.
Em contrapartida, a qualidade das frutas foi preservada e até beneficiada pelo sol intenso a partir do fim de novembro, resultando em melancias grandes, resistentes e doces. No aspecto comercial, a viabilidade da cultura é mantida pelo alto consumo nacional, ainda que as oscilações de preço, atreladas à oferta e demanda, pressionem os produtores frente ao aumento constante das despesas.
Saiba mais:
A região Sul de Santa Catarina consolida-se como um polo nacional de produção de melancia. Dados da Epagri apontam que apenas na região de Jaguaruna, município com a maior área plantada do estado, são cultivados aproximadamente 500 hectares. Somando-se as áreas da Região Carbonífera (cerca de 200 hectares) e do Extremo Sul (mais 50 hectares em Araranguá), o Sul catarinense totaliza cerca de 750 hectares dedicados à fruta, uma tradição agrícola que movimenta significativamente a economia regional. (Com informações da Epagri e TN Sul)

4 de janeiro de 2026