
Filhote de tubarão-martelo ameaçado de extinção é capturado e solto no Rincão
27 de dezembro de 2025
Publicado em: 30 de janeiro de 2026
Descarga elétrica atingiu rebanho reunido próximo a cocho de sal na zona rural de São Joaquim, a 18 quilômetros do centro da cidade
Uma tempestade com intensa atividade elétrica causou a morte de sete búfalos na tarde de quarta-feira (28), na localidade do Despraiado, zona rural de São Joaquim. A propriedade, pertencente ao produtor rural Francisco Amarildo Amaral, fica a aproximadamente 18 quilômetros do centro da cidade. A descarga atingiu o local no momento em que parte do rebanho estava reunida próximo a um cocho de sal, onde seis animais morreram praticamente no mesmo ponto.
O sétimo búfalo foi encontrado sem vida a mais de dez metros de distância, evidenciando a propagação da corrente elétrica pelo solo. Especialistas explicam que, ao atingir o chão ou estruturas próximas, o raio pode espalhar energia elétrica pela superfície, atingindo animais agrupados. A corrente atravessa rapidamente o organismo, provocando parada cardiorrespiratória e lesões internas severas.
Em alguns casos, a descarga também causa rompimento de pequenos vasos sanguíneos, podendo gerar sangramento nasal, além de alterações oculares associadas ao impacto no sistema nervoso e à contração muscular violenta provocada pelo choque. Francisco relatou que não é a primeira vez que enfrenta uma situação semelhante: há cerca de duas décadas, um raio atingiu a mesma fazenda e matou duas vacas, embora duas terneiras próximas tenham sobrevivido na ocasião.
Saiba mais:
A criação de búfalos na região de Orleans e na Serra Catarinense vem se destacando como alternativa rentável para pecuaristas, impulsionada pela demanda crescente por produtos de alta qualidade. O leite de búfala, com maior teor de gordura e proteínas que o leite de vaca, é especialmente valorizado na produção de queijos como a mussarela de búfala, queijo coalho e burrata. Em Santa Catarina, estima-se que cerca de 2 mil proprietários rurais estejam ligados à atividade, trabalhando com aproximadamente 60 mil cabeças. Além da produção leiteira, os búfalos são utilizados para corte, oferecendo carne com 40% menos colesterol e 55% menos calorias que a carne bovina. A rusticidade dos animais, que se adaptam bem ao clima da serra e apresentam alta resistência a doenças e parasitas, reduz em até 90% os custos com medicamentos comparados à bovinocultura tradicional. Recentemente, a Associação Catarinense de Produtores de Búfalos (Acribufalo) lançou o programa Baby Búfalo da Neve (BBN), um animal precoce adaptado às condições climáticas da serra catarinense que permite abate entre 12 e 14 meses, oferecendo retorno financeiro mais rápido aos criadores.

27 de dezembro de 2025