Racionamento de diesel em SC? Entenda o cenário em meio à guerra no Oriente Médio

Publicado em: 14 de março de 2026

Racionamento de diesel em SC? Entenda o cenário em meio à guerra no Oriente Médio

Ameaça de desabastecimento ainda não se confirma, mas preços sobem e medida preventiva em Araranguá acende alerta

Brasília – Postos de combustíveis ajustam os preços e repassam para o consumidor o aumento da alíquota do PIS e Cofins pelo litro da gasolina(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A possibilidade de racionamento de diesel mobilizou Santa Catarina depois que a prefeitura de Araranguá, no Sul do estado, decidiu controlar o uso do combustível na frota pública. O anúncio, feito na última sexta-feira (13), foi motivado por comunicados de fornecedores que indicavam risco de dificuldades no abastecimento nas próximas semanas, reflexo das incertezas geradas pela escalada do conflito no Oriente Médio. Apesar da medida preventiva, entidades do setor de combustíveis, indústria e transporte reforçam que não há, até o momento, registro de desabastecimento generalizado em território catarinense.

A Federação das Indústrias do Estado (FIESC) informou que não recebeu relatos de empresas com falta do produto, e a Federação das Empresas de Transporte de Carga (Fetrancesc) acompanha a situação sem constatar problemas concretos. O Procon-SC também não registrou denúncias de desabastecimento, mas contabilizou cerca de 20 reclamações na última semana relacionadas à alta no preço do diesel. O órgão deve realizar uma coletiva de imprensa na segunda-feira (16) para esclarecer a população.

Especialistas explicam que ocorrências pontuais de postos sem combustível estão ligadas a um aumento repentino da demanda, causado pelo receio de falta, e não a uma interrupção na oferta. “As pessoas estão correndo para abastecer, o que acelera a venda dos estoques e pode gerar atraso na reposição”, afirma Alam Mafra, representante jurídico do Sindicato dos Postos de Combustíveis (SCPetro). Ele ressalta que a logística entre distribuidoras e postos bandeirados ou bandeira branca também pode influenciar a disponibilidade momentânea do produto.

Saiba mais:
A tensão no mercado de combustíveis tem origem no agravamento do conflito no Oriente Médio, que coloca em risco uma das rotas mais estratégicas para o comércio global de petróleo: o Estreito de Ormuz. Por essa passagem estreita entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã escoa cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Segundo dados da agência Bloomberg, a ameaça de bloqueio por forças ligadas ao Irã levou países produtores da região a reduzirem temporariamente a extração, criando um déficit estimado em 6% na oferta mundial da commodity. O Brasil, que importa aproximadamente 30% do diesel que consome, sente os efeitos dessa volatilidade nos preços internacionais, mesmo sem desabastecimento interno. Em crises anteriores, como a Guerra do Golfo (1990-1991) e os ataques a refinarias sauditas em 2019, o estreito já foi palco de tensões que provocaram disparadas no valor do barril e reajustes nos derivados em território nacional, evidenciando a vulnerabilidade de países importadores a choques n

  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
Compartilhe essa notícia nas redes sociais!
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile