Publicado em: 26 de fevereiro de 2025
O prefeito de Pedras Grandes, Agnaldo Filippi, disse que vai entrar com uma ação contra o advogado Nunzio Bevilacqua, autor de uma série de denúncias infundadas e criminosas que atingem o município de Pedras Grandes e região, a comunidade ítalo-brasileira e instituições como o Castelo Belvedere, o Hospital Nossa Senhora da Conceição e profissionais de diversas áreas.
A manifestação se deu após reportagens publicadas na Itália que têm repercutindo na região nos últimos meses. As matérias denunciam uma suposta seita que engravida mulheres para extorquir cidadãos italianos no Brasil e citam pessoas e entidades de Tubarão, Pedras Grandes e Treze de Maio, por exemplo.
Entre os envolvidos estariam o padre Nivaldo Antônio Ceron, o Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), médicos, enfermeiras, a Comunidade Filhos de Maria, de Pedras Grandes, e o Castelo Belvedere, em Treze de Maio.
Agnaldo Filippi afirma que irá buscar a retratação e reparação junto aos órgãos como a embaixada italiana no Brasil, embaixada brasileira na Itália e o Ministério das Relações Exteriores.
“As reportagens criam uma narrativa fantasiosa afirmando que existe uma organização criminosa que tem por trás o padre Nivaldo, que daria suporte para uma Casa de Oração localizada em Pedras Grandes, onde funcionaria uma espécie de seita que, através de um ‘guru espiritual’, fornece sêmen para engravidar mulheres com o intuito de achar, nesse meio-tempo, estrangeiros para imputar a paternidade e faturar com isso. Caso isso não dê certo, então que essas crianças seriam vendidas lá para a Itália”, explica o prefeito.
Inverdades
O padre Nivaldo Antônio Ceron afirmou “que não existe uma vírgula de verdade em toda essa história” e que já foram adotadas as medidas jurídicas cabíveis. Os demais envolvidos ainda não se manifestaram.
História não será manchada
“É uma história completamente fantasiosa, absurda. A narrativa ainda conecta Pedras Grandes e questiona o interesse do município em ter um pacto de amizade com a cidade de Belluno, na Itália. Eles citam ainda o cemitério da imigração, a réplica da Torre de Pisa, e dão a entender que o município teria uma organização criminosa que fatura milhões com essa prática”, detalha o prefeito. “As nossas relações com a Itália não podem ser manchadas com narrativas infundadas, apresentadas por este desqualificado cidadão”, concluiu Agnaldo Filippi, lembrando que a história desde a Colônia Azambuja não será manchada.
Via Jornal Diário do Sul