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15 de novembro de 2025
Publicado em: 17 de fevereiro de 2026
Crise no campo se espalha por regiões do país e atinge cebola, leite, banana e frutas, com safras recordes e mercado enfraquecido.
A crise que atinge o agronegócio brasileiro já não se restringe a uma única cultura. Em várias regiões do país, produtores de cebola, leite, banana e frutas enfrentam o mesmo cenário: produção elevada, mercado enfraquecido e preços que não cobrem os custos.
Em Ituporanga, maior produtora nacional de cebola, a situação levou o município a decretar calamidade pública após a queda no valor pago ao agricultor. A medida busca abrir caminho para renegociação de dívidas e apoio emergencial ao setor.
No Sul catarinense, o reflexo da crise aparece em outra lavoura. O produtor rural Anoir Tomazi, da comunidade de Pinheirinho Baixo, no interior de Jacinto Machado, precisou destinar parte da safra de pitaya para alimentar o gado. Segundo ele, a colheita foi farta e de boa qualidade, mas a dificuldade de comercialização e os preços abaixo do esperado tornaram inviável manter a fruta armazenada. A pitaya é altamente perecível e não suporta longos períodos de estocagem. Sem compradores suficientes e com consumo restrito, parte da produção acabou sendo descartada como alternativa para reduzir prejuízos. O padrão se repete em outras cadeias. No leite, produtores relatam custos crescentes com ração e insumos. Na banana, o excesso de oferta em determinados períodos derruba preços e limita o escoamento. O resultado é semelhante: o campo produz mais, mas recebe menos.
Saiba mais:
A pitaya, fruta exótica nativa das Américas, é altamente perecível e possui vida útil pós-colheita de apenas 6 a 8 dias em temperatura ambiente, o que torna seu armazenamento um desafio logístico e comercial . Pesquisas acadêmicas apontam que o uso de refrigeração entre 8°C e 9°C pode estender a conservação dos frutos por até 25 ou 28 dias, respectivamente, mantendo a qualidade para consumo . Além do resfriamento, técnicas como a aplicação de revestimentos comestíveis (à base de fécula de mandioca ou gelatina), tratamentos químicos com ácido ascórbico e o uso de atmosfera controlada ou modificada têm se mostrado promissoras para retardar o amadurecimento, reduzir a perda de massa e prevenir o escurecimento da polpa . Essas tecnologias, embora exijam investimento, poderiam oferecer alternativas ao produtor para agregar valor, como a produção de pitaya desidratada ou liofilizada, evitando o desperdício em momentos de excesso de oferta e preços baixos .

15 de novembro de 2025