InícioGeral“Possibilidade real de greve”, diz Sindicato dos Trabalhadores da Educação de SC

“Possibilidade real de greve”, diz Sindicato dos Trabalhadores da Educação de SC

Professores da rede estadual de ensino poderão entrar em greve em Santa Catarina nos próximos dias. No aguardo de uma proposta do Governo do Estado quanto ao reajuste salarial da categoria, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte-SC) realizará uma assembleia nesta quinta-feira (04), em frente a Assembleia Legislativa (Alesc), para avaliar uma possível paralisação.

De acordo o portal SC Todo Dia, o coordenador estadual do Sinte-SC, Evandro Accadrolli, afirmou as negociações com a Secretaria de Estado da Administração começaram há mais de um mês. O Sindicato busca corrigir uma suposta defasagem histórica na carreira salarial dos professores, bem como reivindicar a realização de mais concursos públicos e, também, a revogação dos 14% de desconto da remuneração dos educadores aposentados.

“Há uma grande perspectiva para amanhã, em Florianópolis, em frente à Alesc, na Praça Tancredo Neves, realizarmos uma grande assembleia, com perspectiva de mais de 5 mil trabalhadores se deslocando de todo o estado. Após um ato pressionando o Governo para ampliar esses direitos tão importantes para os trabalhadores da educação”, disse Evandro.

No início de março, o Sinte-SC apresentou uma proposta com reajuste salarial dos educadores e mudanças em características da carreira ao Governo de Santa Catarina. O secretário de Administração, Vânio Boing, segundo Evandro, teria ficado de apresentar a proposta do Estado até o fim do mês – o que não aconteceu. Em função disso, o Sindicato não descarta realizar uma greve dos professores estaduais.

“Existe a possibilidade real de greve se o Governo não apresentar uma proposta”, disse Evandro. “Gostaríamos que essa proposta fosse apresentada ainda hoje para que, na assembleia, possamos apresentar uma que contemple o interesse da categoria e voltar com a normalidade das aulas. Caso o Governo do Estado não apresentar uma proposta não apresente uma proposta, é bem provável que a categoria delibere um calendário de mobilização no estado de SC”, completou.