Papa Leão XIV denuncia ‘globalização da indiferença’ e pede fim das guerras em primeira páscoa como pontífice

Publicado em: 5 de abril de 2026

Papa Leão XIV denuncia ‘globalização da indiferença’ e pede fim das guerras em primeira páscoa como pontífice

Em missa na Praça de São Pedro, líder católico fez apelo direto a líderes globais e criticou a normalização da violência

A primeira missa de Páscoa do pontificado de Leão XIV reuniu cerca de 50 mil fiéis no Vaticano neste domingo (5). Em sua homilia, o papa conclamou governantes a abandonarem as armas e o desejo de dominar, escolhendo o diálogo como caminho para a paz — uma paz “construída pelo encontro, não pela força”.

O religioso também alertou contra a crescente indiferença diante do sofrimento alheio, tema já abordado por seu antecessor, Francisco. “Estamos nos acostumando com a violência, aceitando-a e nos tornando indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas”, afirmou o pontífice, ressaltando que a Páscoa representa a “vitória da vida sobre a morte”.

Leão XIV enfatizou que a verdadeira força transformadora, exemplificada por Jesus Cristo, não está na imposição, mas na capacidade de construir relações baseadas no respeito e no bem coletivo. Ao final, pediu que o “clamor pela paz” ecoe dos corações dos fiéis, transformando profundamente cada pessoa.

Saiba mais:
Robert Francis Prevost, de 70 anos, é o primeiro papa norte-americano da história e o primeiro agostiniano a ocupar o trono de Pedro. Eleito em 8 de maio de 2025, sucedeu Francisco, falecido em 21 de abril do mesmo ano, e sua posse ocorreu em 18 de maio. Antes de ser cardeal, foi missionário no Peru por mais de uma década e liderou a Orde de Santo Agostinho como prior geral. Seu apelo pela paz ressoa em um contexto global alarmante: o mundo enfrenta atualmente mais de 100 conflitos armados, com mais de 204 milhões de pessoas vivendo sob o controle de grupos armados. Os combates na Ucrânia entram em seu quinto ano, enquanto as negociações entre Israel e Hamas seguem estagnadas, e novas tensões surgem em regiões como o Caribe e o Sahel. Ao denunciar a “globalização da indiferença”, Leão XIV retomou uma expressão cunhada por Francisco, que já havia advertido sobre o risco de a humanidade se acostumar com a dor do próximo como algo banal.

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