Publicado em: 25 de fevereiro de 2026
Valdir Fontanella e outros réus devem responder em interrogatório no dia 10 de março/2026
A Justiça de Santa Catarina realiza nesta quarta-feira (25) e quinta-feira (26) mais uma rodada de audiências para ouvir testemunhas no âmbito da Operação Seguindo Rastro. Os depoimentos ocorrem no Fórum de Lauro Müller, no Sul catarinense, e fazem parte da fase de instrução criminal do processo que investiga desvios de recursos públicos. Várias testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público devem prestar depoimento nesses dois dias.
O prefeito Valdir Fontanella, réu na ação, deve responder em interrogatório pessoal no dia 10 de março, mesma data em que serão ouvidos Ramiris Fontanella, filho do chefe do Executivo, e Alcione Andrade Izidoro, vice-prefeito. Todos respondem por crimes como organização criminosa, fraude em licitação, peculato e falsidade ideológica, supostamente cometidos durante o primeiro mandato de Fontanella.
A operação, deflagrada em dezembro de 2019, investiga um esquema de fraudes em licitações e desvio de verbas públicas. Com a conclusão das oitivas de testemunhas e dos interrogatórios dos réus, o processo deverá avançar para a fase de alegações finais, seguida da sentença. A expectativa é de que o caso entre na reta final após mais de seis anos de tramitação.
Saiba mais:
A Operação Seguindo Rastro foi deflagrada em 2 de dezembro de 2019 pelo Ministério Público de Santa Catarina e pelo Instituto Geral de Perícias, com nove mandados de busca e apreensão cumpridos em Lauro Müller, Orleans, Criciúma e São José. O nome da operação faz referência aos “vestígios deixados pela trama ilícita” e à proximidade do município com a Serra do Rio do Rastro. Na ocasião, o prefeito Valdir Fontanella foi afastado do cargo por 180 dias, medida mantida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina e pelo Superior Tribunal de Justiça. Em agosto de 2025, o Ministério Público Eleitoral ofereceu nova denúncia contra Fontanella, o vice-prefeito, o filho do prefeito e outros 13 investigados, por compra de votos nas eleições de 2024. A complexidade das investigações sobre desvios de recursos públicos explica a longa duração do processo, que já ultrapassa seis anos.