Publicado em: 24 de janeiro de 2026
A famosa praia de Florianópolis, reduto de surfistas, só ganhou seu nome atual a partir dos anos 1970. Antes, era conhecida como parte do Campeche.

A origem do nome está ligada à tradição oral dos moradores mais antigos da região, entre a Praia Mole e a Barra da Lagoa. Conforme pesquisa do historiador e museólogo Francisco do Vale Pereira, do Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC, a denominação faz parte da construção identitária local.
A lenda fala de Joaquina, uma rendeira e benzedeira que vivia na área, conhecida por seus cultivos de ervas e chás medicinais. A mulher, figura real na memória da comunidade, teria desaparecido no mar, dando origem à história. O nome ganhou força com a chegada dos surfistas, que popularizaram o local.
Com as ondas perfeitas, a praia se tornou um ponto global do surf a partir da década de 1970, sediando etapas do campeonato mundial. As imensas dunas ao seu lado também se transformaram em um famoso point para a prática do sandboard.
Saiba mais:
A consolidação da Praia da Joaquina como ícone do surf na década de 1970 ocorreu em um contexto nacional de valorização do litoral e do esporte. Nesse período, Florianópolis começava a se projetar no turismo, e a realização de competições internacionais na Joaquina foi crucial para atrair atletas e a mídia global. Além disso, a preservação das dunas, um ecossistema frágil e característico, tornou-se uma pauta ambiental importante paralelamente à fama da praia, resultando em ações de conservação que perduram até hoje.

7 de novembro de 2024