Publicado em: 2 de fevereiro de 2026
Medidas tornam o rastreamento de transferências ilícitas mais eficiente e prometem devoluções mais rápidas, em até 11 dias.
A partir desta segunda-feira (2), novas regras do Banco Central para o Pix estão em vigor. O pacote de medidas tem como objetivo principal aumentar a segurança e acelerar a devolução de valores em casos de fraude, golpes ou transferências feitas sob coerção.
A principal mudança é uma atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED). A versão 2.0 do sistema agora permite rastrear o dinheiro mesmo quando ele é rapidamente movimentado entre várias contas, uma tática comum usada por criminosos para dificultar a recuperação dos recursos.
Outra inovação é a integração obrigatória entre bancos e instituições de pagamento, que devem compartilhar informações e bloquear contas suspeitas automaticamente. Além disso, todo o processo de contestação pode ser feito diretamente no aplicativo da instituição financeira, sem necessidade de falar com um atendente, tornando a ação mais ágil para o usuário.
Saiba mais:
O Pix, lançado em novembro de 2020, revolucionou os pagamentos no Brasil, mas seu sucesso também atraiu a atenção de criminosos. Em 2023, as transações fraudulentas ou sob coerção somaram mais de R$ 1 bilhão em prejuízos, segundo dados da Febraban. A evolução do MED é uma resposta direta a esse cenário. Inspirado em modelos de rastreamento de ativos financeiros utilizados em outros países, o mecanismo brasileiro busca equilibrar a velocidade típica do Pix com a segurança. Especialistas apontam que a eficácia das novas regras dependerá da capacidade de coordenação entre as mais de 800 instituições participantes do sistema e da adoção contínua de tecnologias como a análise de dados em tempo real para identificar padrões suspeitos de forma proativa.