Publicado em: 24 de janeiro de 2026
Violência doméstica entre casal de mulheres teve nova agressão mesmo após a chegada da polícia.
A Polícia Militar registrou um caso grave de violência doméstica na cidade de Gravatal na sexta-feira, 23 de janeiro. A vítima, após ser agredida pela companheira com socos e uma tentativa de enforcamento, precisou se refugiar na casa de uma vizinha para escapar dos ataques.
No entanto, a agressora escalou o muro do imóvel vizinho, arrastou a mulher pelo pescoço e continuou a agredi-la com socos. Mesmo com a chegada dos policiais, a suspeita não se intimidou e prosseguiu com as ameaças, afirmando que mataria a vítima assim que ambas saíssem da delegacia.
A mulher agredida, que é cuidadora da mãe acamada, não pôde ir imediatamente à delegacia para registrar a ocorrência. A agressora foi conduzida pela PM ao Destacamento Policial para os procedimentos legais cabíveis.
Saiba mais:
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que completou 18 anos em 2024, é o principal instrumento legal para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. A legislação reconhece como violência doméstica não apenas a agressão física, mas também a psicológica, o cárcere privado e as ameaças, como as relatadas neste caso. Dados do 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2023, uma agressão a uma mulher foi registrada a cada dois minutos no país, e um feminicídio a cada seis horas. A violência em relações homoafetivas femininas também é abrangida pela lei, sendo fundamental a notificação para romper o ciclo de violência.