Publicado em: 17 de abril de 2026
Maior pontuador da história das Olimpíadas e lenda do basquete mundial faleceu nesta sexta (17) após mal-estar; causa da morte ainda não foi confirmada pela família
Morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e o maior ídolo da modalidade no Brasil. Conhecido como “Mão Santa”, ele passou mal e foi levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana do Parnaíba (SP), onde recebeu atendimento médico, mas não resistiu. A causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada pela família ou pela assessoria.
Nos últimos anos, Oscar enfrentava problemas de saúde. Em 2011, foi diagnosticado com um câncer no cérebro e, após cirurgias e sessões de quimioterapia, declarou-se curado da doença em 2022. Na ocasião da homenagem no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB), no dia 8 de abril, ele não pôde comparecer por estar se recuperando de uma cirurgia recente, sendo representado pelo filho, Felipe Schmidt.
Dono de uma carreira histórica, Oscar marcou mais de 49 mil pontos — um dos maiores números já registrados no basquete mundial. É até hoje o maior cestinha da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos, tendo participado de cinco edições dos Jogos, entre 1980 e 1996. Mesmo sem jogar na NBA, Oscar Schmidt construiu uma trajetória lendária, sendo reconhecido mundialmente e eternizado no Hall da Fama do basquete.
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Além do câncer, o ex-jogador enfrentou um quadro grave de arritmia cardíaca em 2014, que o deixou internado por semanas. Conhecido por sua precisão nos arremessos e por sua personalidade forte, o “Mão Santa” foi incluído no Hall da Fama da FIBA em 2010 e no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos, em 2013. A morte de Oscar Schmidt representa uma perda imensurável para o esporte brasileiro, que perde um de seus maiores ícones.