Publicado em: 7 de janeiro de 2026
Ministro do STF seguiu parecer da PGR, que não identificou situação excepcional para a condenada cumprir pena em casa.
A empresária Camila Mendonça Marques, condenada a 15 anos e seis meses de prisão por atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, teve negado novo pedido para cumprir a pena em regime domiciliar. A decisão foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (7).
A defesa alegou que ela, responsável por dois filhos menores, seria indispensável ao cuidado das crianças. A Procuradoria-Geral da República, no entanto, opinou contrariamente, por entender que não foi comprovada uma situação excepcional ou única de responsabilidade familiar. Moraes acompanhou o entendimento do órgão ministerial.
Este foi o segundo pedido negado. Uma solicitação anterior, feita em julho de 2025, também foi rejeitada após avaliação de junta médica que não apontou impedimentos clínicos para o cumprimento da pena no sistema prisional comum. A empresária cumpre sentença na unidade prisional de Tubarão, sua cidade natal.
Saiba mais:
Os ataques de 8 de janeiro de 2023, que visaram os prédios dos Três Poderes em Brasília, configuraram o maior processo da história do STF. Até o início de 2026, a corte já havia condenado mais de 1,5 mil pessoas, com penas que ultrapassam 17 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de estado e associação criminosa armada. Os danos materiais ao patrimônio público tombado superaram a casa dos milhões de reais, em um episódio classificado por autoridades e relatórios de investigação como um atentado violento ao Estado Democrático de Direito.