Publicado em: 21 de março de 2026
Comitiva visitou centros de pesquisa e usinas que combinam combustível fóssil com fontes renováveis, além de estudar materiais estratégicos para o setor de óleo e gás.
Uma comitiva formada por representantes da Diamante Energia, da Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS) e da Satc concluiu uma missão técnica à China com foco em tecnologias de baixo carbono. O grupo percorreu instituições de pesquisa e complexos industriais de grande porte para prospectar soluções que possam ser aplicadas no Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina, alinhando a operação às metas de transição energética.
Em Pequim, a delegação visitou o Instituto Nacional de Energia Limpa e de Baixo Carbono, referência global no uso de inteligência artificial para redução de emissões. Na sequência, os técnicos conheceram uma usina de 4,45 GW em Ningbo que integra o carvão a fontes eólica e solar, operando com sistema de captura capaz de reter 10 mil toneladas de CO₂ por ano. A experiência demonstra como o parque térmico brasileiro pode modernizar sua infraestrutura sem perder competitividade.
O roteiro incluiu ainda uma parada em Yinchuan, onde o grupo estudou zeólitas especiais – materiais de alto valor agregado utilizados na indústria de óleo e gás. A aproximação com empresas de engenharia chinesas visa viabilizar, em solo brasileiro, uma planta industrial para produção desses insumos a partir do carvão mineral, ampliando as possibilidades de aproveitamento do recurso.
Saiba mais:
O Complexo Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo (SC), é o maior parque termelétrico a carvão mineral da América Latina, com três usinas que somam 857 MW de potência. Desde 2018, enfrenta restrições ambientais e pressão por descarbonização, o que impulsionou iniciativas como o programa Carvão Mais Limpo, desenvolvido em parceria com universidades catarinenses. As zeólitas estudadas na China, além de sua aplicação em óleo e gás, têm potencial para uso na remoção de poluentes e na agricultura, agregando valor à cadeia carbonífera. A missão técnica ocorre em meio à atualização da Política Nacional do Carvão Mineral, que prevê incentivos para projetos de captura e armazenamento de carbono (CCUS) até 2035.

19 de dezembro de 2024