Ministério Público pede cassação do prefeito de Treviso por suposta compra de votos

Publicado em: 31 de março de 2025

Ministério Público pede cassação do prefeito de Treviso por suposta compra de votos
Foto: Arquivo / Rádio Cruz de Malta

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) está representando pela cassação do prefeito eleito de Treviso, Luciano Miotelli (MDB), e de seu vice, Gelson Gamba (Republicanos), por suspeita de compra de votos. A ação teve origem em uma denúncia da coligação “Juntos para Treviso voltar a crescer”, liderada pelo então candidato Juca Rossi (PP).

A recomendação de cassação foi assinada pelo promotor Ricardo Figueiredo Coelho Leal, da 92ª Zona Eleitoral, e enviada à Justiça Eleitoral na última sexta-feira (28). Agora, cabe ao Judiciário analisar as provas e decidir sobre o caso.

Denúncia e investigação

De acordo com a denúncia, durante a campanha eleitoral, Miotelli teria oferecido dinheiro a uma eleitora e seus familiares em troca de votos. O suposto pagamento teria sido de R$ 1 mil no ato e outros R$ 1,5 mil caso o candidato do MDB saísse vencedor.

A eleitora e outras duas testemunhas confirmaram os detalhes da negociação, que teria sido intermediada pela esposa de um correligionário de Miotelli. A denúncia foi reforçada por uma gravação de áudio feita pela própria eleitora durante um encontro presencial com o prefeito eleito.

A defesa de Miotelli tentou contestar a acusação, questionando a validade da gravação, mas os depoimentos colhidos pelo MPSC deram sustentação à recomendação do promotor.

Próximos passos

Agora, a Justiça Eleitoral deve decidir se acolhe a recomendação do Ministério Público. Miotelli venceu a eleição com 52,3% dos votos, enquanto Juca Rossi ficou em segundo lugar com 41,1%.

A informação foi divulgada pelo jornalista Denis Luciano, no portal SC Todo Dia.

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