Medo de ser enterrado vivo? Cemitério em Blumenau conta com rotas de fuga; entenda

Publicado em: 29 de janeiro de 2025

Medo de ser enterrado vivo? Cemitério em Blumenau conta com rotas de fuga; entenda
Foto: Arquivo NDTV

Entre as árvores silenciosas e o murmúrio distante da cidade, um cemitério de Blumenau guarda histórias e curiosidades capazes de intrigar até os mais céticos, especialmente para aqueles que têm medo de serem enterrados vivos.

Algumas sepulturas possuem saídas de emergência, verdadeiras “rotas de fuga”, caso alguém seja sepultado ainda com vida. O proprietário, Alcione da Silva, revela que a ideia nasceu de um trauma de infância.

“Eu tenho esse trauma e medo da morte desde os nove anos. E quando comecei a trabalhar em cemitério, 11 meses depois, meu pai faleceu. Eu tive a preocupação na época de que não tocassem no corpo dele. Fiz um velório de 36 horas e, só após ter certeza de que ele realmente havia falecido, sepultei o corpo. Ainda assim, mantive a sepultura aberta por mais três dias, até começar o cheiro da decomposição”, explica Alcione.

Com o tempo e após mudanças na legislação, ele decidiu implementar um cemitério vertical, buscando reduzir custos e democratizar o acesso. Durante esse processo, desenvolveu o conceito das “rotas de fuga”.

“Durante esse desenvolvimento, alcançamos a pressão negativa dentro das sepulturas. Foi aí que pensei: agora, a pessoa consegue sair sozinha daqui se for necessário, eu não preciso mais manter a sepultura aberta. Assim surgiu a Rota de Fuga”, completa.

Há quatro anos, o cemitério oferece essa alternativa inovadora, contando com um mecanismo pensado especificamente para casos de sepultamento prematuro.

“As sepulturas têm um lacre sensível, muito fácil de ser rompido. O corpo continua vivo. Ele é formado por trilhões de microrganismos que têm vida própria e se auto consomem. Usamos uma geomembrana que transforma os resíduos em chorume, que evapora e é filtrado por um biofiltro. Com oxigênio, a decomposição ocorre de forma natural. Mas, caso a pessoa não tenha falecido, o corpo não será auto consumido”, detalha Alcione.

Combinando ciência e engenhosidade, o cemitério oferece uma abordagem singular para um dos maiores medos da humanidade, transformando o terror em uma curiosa solução de segurança.

Via ND+

 

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