Publicado em: 14 de maio de 2026
Dos 16 deputados federais catarinenses, 14 disputarão mais um mandato em outubro; apenas dois miram cargos maiores: Senado e vice-governador.
Santa Catarina terá 14 dos atuais 16 representantes na Câmara dos Deputados concorrendo à reeleição em outubro. Os dois que não tentarão um novo mandato são: Caroline de Toni (PL), que será candidata ao Senado, e Carlos Chiodini (MDB), cotado para vice-governador na chapa do PSD. Os demais 14 parlamentares confirmaram, por meio de suas assessorias, que vão disputar a permanência na Câmara.
Os candidatos à reeleição são: Ana Paula Lima (PT), Cobalchini (MDB), Daniel Freitas (PL), Daniela Reinehr (PL), Fábio Schiochet (União), Geovania de Sá (Republicanos), Gilson Marques (Novo), Ismael (PL), Jorge Goetten (Republicanos), Julia Zanatta (PL), Professor Pedro Uczai (PT), Rafael Pezenti (MDB), Ricardo Guidi (PL) e Zé Trovão (PL). Com 14 postulantes, a corrida pela Câmara deve ter alta taxa de permanência, revertendo a forte renovação vista em pleitos anteriores.
Cientistas políticos explicam que o cenário favorece os atuais ocupantes do cargo, principalmente pelo poder das emendas parlamentares, que permitem entregas concretas à população – pavimentação de estradas, equipamentos hospitalares e financiamento de eventos –, vantagem que candidatos de fora não têm. Especialistas também apontam a coesão ideológica da bancada catarinense como fator que reduz disputas internas por espaço. Embora 2022 tenha registrado 50% de renovação e 2018, quase 70%, a expectativa é que a taxa de reeleição em 2026 seja maior, pois o contexto de polarização atípica perde força e o eleitor catarinense, pragmático, tende a valorizar quem já mostrou resultados.
Saiba mais:
Nas eleições de 2022, exatamente metade dos deputados federais eleitos por SC foram reeleitos (oito nomes), enquanto a outra metade estreou na Câmara. Já em 2018, apenas cinco deputados conseguiram a reeleição, o que representou uma renovação de quase 70% na bancada catarinense. O alto número de candidaturas à reeleição em 2026 indica uma possível inversão desse histórico, com maior permanência dos atuais parlamentares.

29 de janeiro de 2025