Publicado em: 11 de janeiro de 2026
Críticas à política externa e investigações no entorno familiar pressionam o presidente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adentra o ciclo pré-eleitoral de 2026 enfrentando um cenário de desgaste político crescente. A combinação de críticas à sua condução da política externa e investigações que envolvem seu núcleo familiar gera uma pressão significativa no Planalto.
No front externo, a associação e a defesa do regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, têm sido alvo de pesadas críticas da oposição e de analistas. A postura considerada branda diante de denúncias de abusos contra a democracia no país vizinho é apontada como uma incoerência com o discurso oficial de defesa das liberdades democráticas.
Internamente, o governo é abalado por investigações que citam o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em apurações sobre supostas fraudes no INSS. A revelação de repasses financeiros ligados a pessoas investigadas reacendeu o debate sobre corrupção no entorno do poder, causando desconforto político e abalando a credibilidade da gestão.
Saiba mais:
Contextos de desgaste político não são inéditos na trajetória de Lula. Em seu segundo mandato (2007-2010), o governo enfrentou o escândalo do mensalão, que culminou na condenação de figuras-chave do PT pelo Supremo Tribunal Federal. Apesar da crise, Lula conseguiu se desvincular das acusações diretas e manteve altos índices de aprovação, elegendo sua sucessora. Historicamente, a popularidade presidencial no Brasil sofre forte influência do desempenho econômico, indicando que a evolução do emprego e da inflação até 2026 será um fator determinante para reverter ou consolidar a queda atual.