Publicado em: 3 de janeiro de 2026
Presidente brasileiro classifica operação que capturou Nicolás Maduro como inaceitável; Donald Trump anunciou ação militar.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “inaceitáveis” os ataques militares realizados pelos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado (3), que resultaram na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Em publicação nas redes sociais, Lula cobrou uma resposta “vigorosa” da Organização das Nações Unidas (ONU) ao episódio.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou em uma rede social que forças americanas conduziram uma operação de grande escala e prenderam Maduro. O ataque, que envolveu bombardeios em Caracas, levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência e convocar um plano para “derrotar a agressão imperialista”.
Em seu pronunciamento, Lula afirmou que os atos representam uma “afronta gravíssima” à soberania da Venezuela e um precedente perigoso para a comunidade internacional. Ele avaliou que a ação viola o direito internacional e ameaça transformar a América Latina e o Caribe, região que busca ser uma zona de paz, em um palco de instabilidade.
Saiba mais:
As tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela têm uma longa trajetória, agravada significativamente durante o governo de Donald Trump (2017-2021), que impôs duras sanções econômicas ao país e reconheceu o líder oposicionista Juan Guaidó como presidente interino em 2019. A Doutrina Monroe, que historicamente justificou intervenções norte-americanas na América Latina para supostamente garantir sua esfera de influência, é frequentemente mencionada por críticos como pano de fundo para essas ações. A captura de um chefe de Estado estrangeiro por forças militares em tempo de paz, sem autorização do Conselho de Segurança da ONU, é um evento raro e de extrema gravidade no direito internacional, potencialmente configurando um ato de guerra.