Liderança feminina no campo catarinense cresce mais de 26% em 2025

Publicado em: 14 de março de 2026

Liderança feminina no campo catarinense cresce mais de 26% em 2025

Dados do Censo Agropecuário mostram que mulheres comandam 17,5% das propriedades rurais; ONU declara 2026 como Ano Internacional da Mulher Agricultora

O protagonismo feminino na gestão de propriedades rurais em Santa Catarina registrou um avanço significativo. Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, divulgado em 2025, as mulheres estão à frente de 17,5% dos estabelecimentos agropecuários do estado, um crescimento superior a 26% em relação ao levantamento anterior. O número reflete uma mudança no perfil do campo, com agricultoras assumindo não apenas as atividades produtivas, mas também a administração dos negócios, a tomada de decisões de mercado e a busca por qualificação.

Esse cenário ganha visibilidade em 2026, ano escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para celebrar a mulher agricultora. A iniciativa visa reconhecer o papel feminino nos sistemas agroalimentares e estimular políticas públicas que garantam direitos e incentivem a permanência no meio rural. No Oeste catarinense, histórias como a de Beatriz, que transformou a propriedade da família em uma fazenda moderna após a morte do pai, e a de Marli, que passou a acompanhar cotações e tendências de mercado com o apoio da internet, ilustram essa nova realidade.

O avanço também se estende à ciência e ao empreendedorismo. Pesquisadoras como Maria Cristina Canale, da Epagri, coordenam programas de monitoramento de pragas, enquanto Ana Luiza Schogor, da Udesc, analisa a qualidade do leite na principal bacia leiteira do estado. No campo dos negócios, agricultoras como Carla Denise Luft e Marisete Goetz investem em produtos artesanais e diferenciados, como queijos recheados e geleias, ampliando a presença feminina nas agroindústrias familiares. Apesar dos avanços, desafios persistem, como a baixa representatividade em cargos de liderança e a necessidade de conciliar carreira e família, apontam especialistas.

Saiba mais:
O crescimento da liderança feminina no campo catarinense acompanha uma tendência nacional. Dados do Censo Agropecuário de 2017 já indicavam que o número de mulheres responsáveis por propriedades rurais no Brasil havia aumentado 12% em relação a 2006, passando de 12,7% para 18,6%. Em Santa Catarina, a proporção atual de 17,5% supera a média nacional daquele ano, mas ainda está aquém de países como Canadá e França, onde as mulheres representam cerca de 30% dos gestores rurais. A escolha da ONU para 2026 reforça a importância de políticas de acesso à terra, crédito e assistência técnica para garantir a equidade de gênero no setor.

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