Justiça tardia: ex-reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier recebe honraria máxima da educação

Publicado em: 15 de novembro de 2025

Justiça tardia: ex-reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier recebe honraria máxima da educação

 

Condecorado postumamente com a Ordem Nacional do Mérito Educativo, educador é lembrado por sua trajetória e pela injustiça que culminou em sua morte trágica.

O ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier de Olivo, foi agraciado postumamente com a comenda da Ordem Nacional do Mérito Educativo. A cerimônia de entrega ocorreu em Brasília, na última sexta-feira, durante as comemorações dos 95 anos do Ministério da Educação, e foi presidida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A homenagem emocionou os presentes, marcando um momento de reconhecimento à vida e à contribuição do professor nascido em Tubarão.

Cancellier foi reitor da UFSC entre maio de 2016 e setembro de 2017. Sua gestão foi interrompida de forma abrupta e trágica quando ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal, a “Ouvidos Moucos”. Submetido a um processo judicial marcado por excessos e que posteriormente se mostrou frágil, o educador suicidou-se uma semana após ser preso, em um caso que chocou a comunidade acadêmica e se tornou símbolo dos abusos do poder Judiciário.

A Ordem Nacional do Mérito Educativo, instituída pelo Decreto nº 4.797 de 2003, tem como objetivo agraciar personalidades que se destacaram por suas contribuições para o desenvolvimento da educação no Brasil. A outorga da honraria a Cancellier, quase sete anos após sua morte, é vista como um ato de reparação simbólica e um reafirmar de seu legado como educador e gestor público.

Saiba mais:
A trajetória de Luiz Carlos Cancellier esteve profundamente ligada à UFSC, onde realizou graduação, mestrado e doutorado em Direito antes de assumir a reitoria. Sua morte, em outubro de 2017, provocou uma série de críticas à atuação da Justiça e do Ministério Público Federal, culminando no arquivamento do processo contra ele e outros servidores. O caso “Cancellier” é frequentemente citado em discussões sobre a necessidade de reformas no sistema de justiça e nos métodos de investigação, servindo como um triste marco sobre as consequências humanas de operações midiáticas e acusações infundadas.

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