Publicado em: 21 de fevereiro de 2026
Prazo para trocas de partido e filiações começa em março e reconfigura cenário político no estado
O calendário eleitoral de 2026 impõe a primeira grande definição aos partidos e pré-candidatos em Santa Catarina. A partir de março, a janela partidária permitirá que detentores de mandato troquem de legenda sem perder o cargo, enquanto o prazo de filiações se encerra no início de abril. Esse período será decisivo para estabelecer as forças de cada sigla na disputa por deputados estaduais, federais e pelos cargos majoritários.
No centro das articulações está o ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues, do PSD, que já tem pré-candidatura confirmada para a majoritária. Sua trajetória combina uma administração exemplar à frente do executivo municipal, com aprovação superior a 80%, e um papel de destaque no legislativo como deputado federal e estadual. Além disso, sua passagem pela Secretaria de Agricultura é lembrada como uma das mais profícuas da história do estado, o que fortalece sua capacidade de diálogo com setores produtivos e prefeitos de diferentes regiões. Essa habilidade de compor alianças torna Rodrigues peça-chave nas negociações de bastidores que se aceleram nas próximas semanas.
Enquanto isso, o governador Jorginho Mello já articula nos bastidores, avaliando nomes para compor a nominata do PL e de partidos aliados como Podemos e Republicanos. As conversas sobre a majoritária – governo do estado e Senado – ganham contornos mais claros com a reacomodação partidária, e escolhas equivocadas agora podem comprometer o desempenho nas urnas em outubro.
Saiba mais:
A janela partidária, que ocorre de 7 de março a 1º de abril, permite que vereadores, prefeitos, deputados e senadores troquem de partido sem perder o mandato, desde que estejam no fim do ciclo eleitoral. Em Santa Catarina, o período deve movimentar ao menos 20 dos 40 deputados estaduais, segundo analistas. Historicamente, legendas de centro como PSD e MDB tendem a ganhar reforços, enquanto siglas menores buscam sobreviver à cláusula de barreira. Para João Rodrigues, o momento é estratégico: consolidar apoios no oeste, sua base eleitoral, e expandir para o litoral e norte do estado, onde o PSD já conta com prefeitos alinhados. A pré-campanha do ex-prefeito também aposta na memória positiva de sua gestão na agricultura para atrair o voto rural, um colégio eleitoral decisivo em Santa Catarina.