
Orleans dá salto histórico em transparência pública, aponta Tribunal de Contas
11 de dezembro de 2025
Publicado em: 31 de janeiro de 2026
Prisão preventiva foi cumprida no bairro Ponte Preta com base na Lei Maria da Penha
Um homem de 42 anos foi preso na tarde de sexta-feira (30) em uma madeireira no bairro Ponte Preta, em Orleans. A prisão ocorreu após a Polícia Militar receber informações sobre um mandado de prisão preventiva em aberto contra o suspeito. A guarnição se deslocou até o local, abordou e identificou o homem, confirmando a existência da ordem judicial.
O mandado havia sido expedido pela Segunda Vara da Comarca de Orleans com base no artigo 24-A da Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha. Esse dispositivo legal prevê medidas protetivas para mulheres em situação de violência doméstica e familiar, e o descumprimento dessas determinações configura crime inafiançável e imprescritível. A abordagem transcorreu sem incidentes, já que o detido colaborou com os policiais durante todo o procedimento.
Após a prisão, o homem foi encaminhado ao Presídio Regional de Criciúma, onde permanece à disposição da Justiça. O caso reforça a importância da denúncia e da atuação integrada entre a sociedade e as forças de segurança no combate à violência doméstica.
Saiba mais:
A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 e entrou em vigor em setembro do mesmo ano, representando um marco na legislação brasileira de proteção às mulheres. O artigo 24-A, que fundamentou a prisão em questão, foi introduzido pela Lei nº 13.827 de 2019, conhecida como Lei de Feminicídio, e estabelece pena de detenção de três meses a dois anos para quem descumprir as medidas protetivas de urgência. Orleans, cidade do sul de Santa Catarina com aproximadamente 23 mil habitantes, tem registrado avanços na aplicação dessa legislação, com a criação de varas especializadas e a integração entre polícia, judiciário e rede de atendimento às mulheres. A Lei Maria da Penha completará 20 anos em 2026, período em que o Brasil viu aumentar significativamente o número de denúncias, mas também a conscientização sobre a gravidade da violência doméstica. Desde sua criação, a legislação já passou por diversas alterações para ampliar a proteção às mulheres, incluindo a tipificação do feminicídio no Código Penal em 2015.

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26 de fevereiro de 2025