Golpe da foto temporária: criminosos usam visualização única para extorquir vítimas

Publicado em: 23 de fevereiro de 2026

Golpe da foto temporária: criminosos usam visualização única para extorquir vítimas

 

Estratégia começa com envio de imagem que some após ser aberta; confirmação de acesso é usada para ameaçar e exigir dinheiro

Um novo tipo de golpe tem sido registrado por autoridades de segurança: criminosos utilizam o recurso de envio de fotos com visualização única em aplicativos de mensagem para coagir vítimas. A estratégia, segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, tem se tornado cada vez mais comum e exige atenção redobrada dos usuários.

No esquema, os golpistas enviam uma imagem configurada para desaparecer após ser aberta. Quando a vítima acessa o conteúdo, o próprio aplicativo envia uma notificação de que a mensagem foi visualizada. Essa confirmação é então utilizada como instrumento de pressão psicológica para iniciar a extorsão.

Na sequência, a vítima passa a receber mensagens ameaçadoras. Os criminosos alegam que o material será divulgado para familiares, amigos ou nas redes sociais caso um pagamento não seja feito. Em muitos casos, a imagem enviada tem caráter íntimo ou constrangedor, sendo usada exclusivamente como ferramenta de coação.

Saiba mais:
A extorsão praticada por meio desse método se enquadra no artigo 158 do Código Penal, que prevê pena de reclusão de quatro a dez anos, além de multa. Autoridades orientam que a vítima jamais realize qualquer transferência de valores ou mantenha diálogo com os criminosos. O recomendado é interromper o contato imediatamente, salvar todas as conversas e registrar boletim de ocorrência. A Polícia Civil também alerta que o simples ato de abrir uma imagem temporária não configura crime por parte da vítima, e que os golpistas se aproveitam do constrangimento para obter vantagem financeira. Em investigações recentes, foi possível rastrear os criminosos justamente por meio das mensagens preservadas e dos dados bancários fornecidos para depósito. A orientação das autoridades é clara: não negocie, não pague e denuncie.

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