Gatos terapeutas: projeto inovador no caps de porto belo transforma saúde mental

Publicado em: 6 de março de 2026

Gatos terapeutas: projeto inovador no caps de porto belo transforma saúde mental

Iniciativa inspirada na psiquiatra Nise da Silveira integra felinos à rotina de atendimento para reduzir ansiedade e fortalecer vínculos com pacientes

No Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Porto Belo, uma iniciativa simples, mas transformadora, tem mudado a forma como o cuidado com a saúde mental é realizado. Gatos foram integrados à rotina da unidade e atuam como verdadeiros “coterapeutas”, ajudando a tornar o ambiente mais acolhedor e contribuindo ativamente para o tratamento dos pacientes.

A presença dos felinos vai além da companhia. De acordo com a equipe do Caps, a interação com os animais tem gerado benefícios concretos, como a redução da ansiedade, do estresse e da agitação. Em momentos de crise, o contato com os gatos também auxilia na regulação emocional, ajudando os pacientes a estabilizarem o humor e a fortalecerem o equilíbrio psicológico.

Além do impacto direto nas crises, o cuidado diário com os animais estimula a autonomia, a empatia e o senso de responsabilidade — pilares fundamentais para a reabilitação psicossocial e a reinserção social dos usuários. Para os profissionais da unidade, a convivência com os gatos também alivia a carga emocional do trabalho, promovendo um ambiente mais leve e humanizado para todos.

Saiba mais:
A prática adotada em Porto Belo resgata o legado da psiquiatra alagoana Nise da Silveira (1905-1999), pioneira no Brasil ao revolucionar o tratamento de pessoas com transtornos mentais. Na década de 1940, Nise rompeu com métodos agressivos, como o eletrochoque e o confinamento, e introduziu terapias ocupacionais baseadas na arte e no afeto. Em seu trabalho no Centro Psiquiátrico Nacional, no Rio de Janeiro, ela observou que os gatos, com sua independência e sensibilidade, eram capazes de despertar emoções e estabelecer vínculos profundos com os pacientes internados. Para a médica, os animais não eram meros visitantes, mas sim “coterapeutas” que ajudavam a resgatar a afetividade adormecida. Estudos atuais confirmam essa visão: a interação com felinos reduz os níveis de cortisol (hormônio do estresse) e estimula a liberação de ocitocina, promovendo sensações de bem-estar e confiança, o que valida cientificamente a abordagem humanizada que completa nove décadas de história.

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