Fratura exposta e confusão mental: o retrato (evitável) da imprudência sobre duas rodas em Sangão

Publicado em: 30 de abril de 2026

Fratura exposta e confusão mental: o retrato (evitável) da imprudência sobre duas rodas em Sangão

Homem de 39 anos teve sangramento ativo na rodovia; jovem de 21 foi encontrado desorientado no asfalto. Mais um caso que escancara a normalização da violência no trânsito catarinense.

Uma colisão entre duas motocicletas deixou um rastro de sangue e feridos graves na noite de terça-feira (28) na rodovia Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Sangão. O condutor de 39 anos sofreu fratura exposta na perna direita e sangramento ativo – quadro que exigiu controle imediato da hemorragia ainda no local antes da remoção para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão.

O segundo envolvido, de 21 anos, foi encontrado deitado sobre a pista, em estado de agitação e confusão mental, além de escoriações pelo corpo. Ele foi imobilizado e conduzido ao Hospital de Caridade de Jaguaruna. As circunstâncias da batida ainda não foram informadas pelas autoridades – um silêncio que se repete na maioria das ocorrências do tipo.

O que mais assusta não é a gravidade do acidente em si, mas sua banalidade. Nas redes sociais, relatos de moradores indicam que a rodovia Humberto Ghizzo Bortoluzzi virou palco frequente de ultrapassagens perigosas e excesso de velocidade por parte de motociclistas. Enquanto isso, os órgãos de trânsito seguem ausentes, e a conta, mais uma vez, é paga no hospital.

Saiba mais:
Santa Catarina registrou 577 mortes em acidentes com motos só em 2025 – uma alta de 12% ante o ano anterior. Isso significa que, a cada dois dias, três motociclistas perdem a vida no estado. Além disso, quase metade das colisões em rodovias federais catarinenses envolve motos (48,6%), e três em cada dez vítimas que sobrevivem carregam sequelas permanentes, como deformidades ou amputações. Os dados apontam ainda que homens de 20 a 39 anos – exatamente a faixa etária das duas vítimas de Sangão – lideram as estatísticas de mortalidade, num padrão que se repete há anos sem que políticas efetivas de fiscalização e educação no trânsito consigam interrompê-lo.

  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
Compartilhe essa notícia nas redes sociais!
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile