Publicado em: 18 de abril de 2026
Mobilização na Praça Nereu Ramos defende projeto em tramitação no Congresso


Trabalhadores se reuniram na manhã deste sábado (18), na Praça Nereu Ramos, em Criciúma, para defender o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial. O ato, organizado por sindicatos e movimentos populares, buscou conscientizar a população sobre os impactos do modelo atual e pressionar pela aprovação do projeto enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional.
Segundo o coordenador da CUT regional Sul de Santa Catarina, Laercio Silva, a manifestação é essencial para combater o isolamento e fortalecer a solidariedade entre os trabalhadores. “Se a gente não vem para a rua, as pessoas se sentem solitárias. A organização social faz com que se sintam solidárias com o trabalho que fazemos”, afirmou. A proposta em regime de urgência tem até 90 dias para ser votada (45 dias na Câmara e 45 no Senado).
A mudança para a escala 5×2 traria benefícios diretos à produtividade e à qualidade de vida, especialmente para as mulheres. Jucélia Vargas Vieira, vice-presidente licenciada do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, destacou que o descanso adequado eleva o rendimento. Já João Paulo Teixeira, coordenador microrregional do PT, lembrou que as mulheres, sobrecarregadas por duplas jornadas, seriam as principais beneficiadas com mais tempo para família e lazer.
Saiba mais:
Estudos internacionais, como o realizado na França após a adoção das 35 horas semanais, indicam que a redução da jornada pode elevar a produtividade por hora trabalhada e reduzir o absenteísmo. No Brasil, o projeto em urgência constitucional (PLC 110/2025, conforme noticiado) tramita com prazo máximo de 90 dias para decisão final do Congresso, sob risco de trancamento da pauta se não for votado. A escala 6×1 ainda é predominante em setores como comércio, serviços e saúde, afetando milhões de trabalhadores, segundo estimativas de entidades sindicais citadas na própria mobilização.